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PRESCRIÇÃO SOCIAL E O ENVELHECIMENTO: Revisão sistemática

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS DA SAUDE
Subunidade
FACULDADE DE ENFERMAGEM
Coordenador
FABIANNE DE JESUS DIAS DE SOUSA
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar
  • 10 - Redução das Desigualdades

Resumo

O envelhecimento populacional é uma das transformações sociodemográficas mais expressivas do século XXI. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com 60 anos ou mais no mundo atingirá 2,1 bilhões até 2050, representando um desafio inédito para os sistemas de saúde, de proteção social e de cuidado. No Brasil, o cenário é igualmente desafiador: segundo o IBGE (2022), o país conta com aproximadamente 32 milhões de idosos, com projeção de alcançar 68 milhões em 2050. Nesse contexto, emergem crescentes evidências de que os determinantes sociais — como isolamento, solidão, ausência de vínculo comunitário, inatividade e falta de propósito — exercem impacto tão significativo sobre a saúde dos idosos quanto os fatores biológicos e clínicos. A solidão crônica, por exemplo, tem sido associada a risco aumentado de demência, depressão, doenças cardiovasculares e mortalidade precoce, configurando o que alguns autores denominam de 'epidemia silenciosa do século XXI'. É nesse cenário que a prescrição social (social prescribing) emerge como uma abordagem inovadora, integrativa e humanizadora no campo da Atenção Primária à Saúde (APS). Trata-se de um modelo de cuidado que permite a profissionais de saúde — em especial enfermeiros, médicos e agentes comunitários — conectar pacientes a atividades e recursos de natureza não clínica existentes na comunidade, como grupos de convivência, atividades físicas supervisionadas, oficinas de arte e cultura, voluntariado, jardinagem, música, aprendizado de novas habilidades e serviços de apoio social. Originária do Reino Unido, onde foi adotada como política nacional pelo National Health Service (NHS) a partir de 2019, a prescrição social vem se expandindo rapidamente por países como Canadá, Austrália, Japão, Portugal e, mais recentemente, Brasil. O período entre 2021 e 2026 representa um momento particularmente fértil para a análise científica dessa prática, uma vez que coincide com o amadurecimento de programas pioneiros, a publicação de estudos longitudinais de seguimento e a intensificação do debate sobre a incorporação da prescrição social nas políticas de atenção ao idoso no contexto pós-pandemia. Diante desse panorama, justifica-se a realização de uma revisão sistemática de literatura que mapeie, analise e sintetize as evidências produzidas nesse período, com foco específico nas pessoas idosas, contribuindo para o avanço do conhecimento e para a qualificação das práticas de cuidado a essa população. Assim o estudo tem a seguinte questão de pesquisa: Quais são as evidências científicas produzidas entre 2021a 2026 sobre a efetividade, os modelos de implementação e os impactos da prescrição social no bem-estar físico, mental e social de pessoas idosas, e quais fatores influenciam seus resultados?