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PANORAMA DAS LESÕES POR PRESSÃO EM PACIENTES ONCOLÓGICOS EM CUIDADOS PALIATIVOS E AUTOEFICÁCIA DO CUIDADOR INFORMAL

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS DA SAUDE
Subunidade
FACULDADE DE ENFERMAGEM
Coordenador
ALINE MARIA PEREIRA CRUZ RAMOS
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar

Resumo

Os cuidados paliativos oferecem qualidade de vida e alívio dos sintomas associados à doenças graves ou que ameaçam a vida aos pacientes e seus familiares, independentemente do estágio da doença ou se ela é curável (Gertie et al., 2025). Pacientes oncológicos paliativos em fase de deterioração ou terminalidade experimentam sintomas intensos e multifatoriais (Ven et al., 2025). Dentre as complicações mais comuns, estão lesões por pressão (LP) resultantes da combinação de imobilidade e doença sistêmica, o que,repercute negativamente na qualidade de vida e na sobrevida dos pacientes. Apesar de uma ampla gama de intervenções sobre coberturas e soluções para LPs, poucos estudos se concentram especificamente em cuidados paliativos, apresentando-se evidências limitadas nacionais e fragmentadas em nível internacional. Ademais, os cuidadores desempenham papel primordial na aliança entre o paciente e a equipe de saúde, cuja doação diária ajuda na gestão dos sintomas e aumenta a sua autoeficácia no final de vida (Wajid et al.2021).OBJETIVO: Avaliar a incidência de lesão por pressão, as intervenções de enfermagem e a autoeficácia do cuidador informal de pacientes oncológicos paliativos hospitalizados. Método: A pesquisa ocorrerá em três fases. As duas primeiras serão conduzidas pelo checklist STROBE e a última pelo checklist TREND. Todas ocorrerão com pacientes oncológicos paliativos internados em um hospital Universitário João de Barros Barreto, em Belém-PA. Na primeira, será aplicado um estudo de coorte prospectivo para identificação dos fatores de risco associados ao desenvolvimento da LP nas 36h de admissão hospitalar. Na segunda, será realizada uma pesquisa longitudinal, de cunho quantitativo, prospectivo e analítico a partir do acompanhamento por 30 dias dos pacientes com LP recrutados na primeira fase, para avaliar as intervenções de enfermagem. A coleta será obtida de três fontes: da abordagem ao paciente, do prontuário e de um checklist não participativo durante a observação do paciente em relação aos cuidados aplicados ao paciente. Na última fase, ocorrerá o desenvolvimento de cartilha para intervenção educacional em cuidadores informais (familiares) de pacientes oncológicos em cuidados paliativos que estejam hospitalizados. Serão avaliados a autoeficácia desses cuidadores antes e após a intervenção educativa. Por fim, será aplicada estatística descritiva e inferencial, sendo considerado p-valor significativo < 5%.