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Pedagogias Decoloniais: equidades epistemológicas Indígenas e Afro-diaspóricas, justiça de gênero e ambiental na Amazônia fronteiriça (Brasil, Colômbia, Bolívia e Venezuela)

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DE ALTAMIRA
Subunidade
FACULDADE DE CIENCIAS BIOLOGICAS - ALTAMIRA
Coordenador
FERNANDA CRISTINE DOS SANTOS BENGIO
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 5 - Igualdade de Gênero
  • 10 - Redução das Desigualdades

Impacto na Amazônia

  • Comunidades Tradicionais – Ações com Povos Indígenas ou Originários

Resumo

A Amazônia, território de múltiplas fronteiras e de profunda diversidade sociocultural, abriga povos cujos saberes ancestrais indígenas e afrodiaspóricos têm sido sistematicamente invisibilizados pelas lógicas coloniais da ciência ocidental. No entanto, tais epistemo logias constituem formas legítimas de produção de conhecimento, especialmente articuladas à justiça de gênero, ambiental e resistência históric a. O objetivo geral é analisar, por meio de pesquisas participativas e etnográficas, as epistemologias indígenas e afro-diaspóricas em articulação com a justiça de gênero e ambiental, destacando a ética e a estética dos saberes-fazeres de mulheres, homens e crianças nos contextos da Amazônia transfronteiriça. A questão é: como as epistemologias indígenas e afro-diaspóricas, articuladas às práticas culturais, espirituais, educativas e territoriais das populações amazônicas, podem contribuir para a construção de pedagogias decoloniais e comunitárias e para a formulação de políticas públicas de educação, saúde e justiça social com equidade de gênero, ambiental e epistêmica? A metodologia baseia se nos pressupostos decoloniais e colaborativas, fundamentada na escuta ativa, diálogo horizontal e na coautoria do conhecimento com os sujeitos pesquisados. Partese da hipótese de que a formação crítica de docentes, discentes e lideranças comunitárias, por meio de programas interculturais de ensino e pesquisa, pode subverter as hierarquias epistêmicas ainda presentes nos currículos universitários, integrando epistemologias baseadas em relações éticas com o território (Cabnal, 2010; Krenak, 2020). Espera-se que os resultados possibilitem a elaboração de materiais didáticos (cartilhas, livros, artigos) como estratégia de enfrentamento das fragilidades relacionadas ao conhecimento das epistemologias tradicionais s e a geração de metodologias inovadoras de tradução intercultural (Walsh, 2012), promovendo a permanência estudantil e a justiça curricular ( Smith, 1999).