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Espaços formativos e produção de informação em territórios desiguais e marcados pela resistência ribeirinha no Marajó

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DO MARAJO - BREVES
Subunidade
-
Coordenador
EUNÁPIO DUTRA DO CARMO
Período
a
Grupo
Extensão

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar
  • 4 - Educação de Qualidade
  • 5 - Igualdade de Gênero
  • 10 - Redução das Desigualdades
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis

Impacto na Amazônia

  • Comunidades Tradicionais – Ações com Ribeirinhos

Resumo

O projeto de extensão se propõe entrelaçar formação/informação com ribeirinhos/as mediante ações da educação popular para auxiliar nas estratégias de emancipação social e resistência das comunidades Vila Intel I, Vila Intel II e Magebras, no município de Breves, que enfrentam intensos processos de violação de direito e precarização das condições de vida. Não será formação/informação para as comunidades numa dimensão hierarquizante e unilateral, mas será com as comunidades na perspectiva de valorização da diversidade de saberes e de promoção do diálogo (comunidade-universidade) como chave para construções coletivas e populares, pois o caminho proposto pelo projeto, tendo como base a educação popular, requer o envolvimento corresponsável de todos os participantes como condição essencial do fazer juntos e da multiplicação de conhecimentos, instituições, limitações e projetos de futuro. Fruto dos estudos de alunos, professores e técnicos, a iniciativa está articulada com as ações do Programa Redes de Comunidades Ribeirinhas (FACSS-CUMB-UFPA) que tem a oportunidade de intercruzar a prática extensionista com as matrizes de conhecimento do campo de Serviço Social, Educação e Letras, como também no campo interdisciplinar e, fundamentalmente, no campo interprofissional na medida que se tem uma abrangência na troca de experiências e práticas, cujo alinhamento beneficia a integração ensino, pesquisa e extensão. O desenvolvimento de diagnóstico social ribeirinho, rodas de conversas, reuniões de trabalho, grupo focal de escuta/diálogo, grupos de leitura do mundo-Brasil, mutirão de direitos, rios de curiosidades, mural da esperança e história de vida e de resistência são experiências educativas-coletivas que serão vivenciadas nas atividades previstas para 120 pessoas entre homens, mulheres, adolescentes e crianças que moram nas comunidades citadas e convivem diariamente com a luta pela sobrevivência seja para garantia do alimento, da renda, da educação e da saúde, seja para serem reconhecidos/as como pessoas humanas que (r)existem na beira do rio Parauau, um dos principais rios do município. Parte-se, da realidade social para nela intervir como princípio aglutinador do projeto de extensão, enxergando cada conhecimentos e e escutando sensivelmente cada saber territorializado por gerações com as quais também precisa-se aprender e decodificar como condição de interação múltipla e necessária para a interface dialógica e interdisciplinar universidade-comunidade. As experiências “dos de baixo”, daqueles silenciados socialmente serão valoradas em sua totalidade como outro princípio basilar do projeto. Nesse caso, todas as experiências terão como foco central conhecer direitos e como efetivá-los e, simultaneamente, como acessá-los. As etapas de formação/informação serão feitas em grupos considerando a diversidade e o interesse coletivo e também estará associada à demanda de resistência e aos problemas apresentados no diagnóstico social ribeirinho, criando, assim, um leque de temas geradores, assuntos, pautas que estejam organicamente relacionados com a dinâmica dos rios e das vulnerabilidades sociais sentidas sobre as quais os ribeirinhos/as se organizam para superá-las. De tal sorte, que o itinerário conhecer-mobilizar saberes-intervir trilhado pelos participantes seja articulado com a mobilização comunitária para a melhoria da qualidade de vida e efetivação da cidadania, maiores resultados do projeto.