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O espaço urbano-fluvial amazônico. Modernização e imaginários ribeirinhos

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DE ABAETETUBA
Subunidade
FACULDADE DE CIENCIAS DA LINGUAGEM - ABAETETUBA
Coordenador
MARCO ANTONIO CHANDIA ARAYA
Período
2025-09-01 a 2026-08-01
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 5 - Igualdade de Gênero
  • 10 - Redução das Desigualdades
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
  • 15 - Vida Terrestre

Impacto na Amazônia

  • Comunidades Tradicionais – Ações com Povos Indígenas ou Originários
  • Comunidades Tradicionais – Ações com Ribeirinhos

Resumo

O processo de modernização iniciado na América Latina a partir de 1870 trouxe mudanças significativas no espaço e em seus habitantes. Um desses fenômenos se desenvolveu no Norte do Brasil, especificamente, nas cidades portuárias amazônicas que serviram como portas de entrada (muito mais do que pontos de saída) para as influências modernizadoras das potências mundiais. Essa abordagem transformou a paisagem urbana amazônica, que, se por um lado deixo uma nova concepção do homem moderno, da tecnologia e do avanço científico, por outro, expropriou o rio e as terras dos povos amazônicos; tornou invisíveis suas práticas e costumes, sua religiosidade, seus mitos e lendas que nutriam, e nutrem, seu capital cultural. Portanto, é importante compreender, analisar e comparar esse fenômeno a partir de uma perspectiva interdisciplinar, com a qual se possa gerar um arcabouço teórico para o estudo das representações estéticas geradas nesse conflito entre as distintas etapas que inclui o período entre 1870 e 2020 (Rojo, 2022). Mas, também, por meio da experiência adquirida, propor uma forma diferente de compreender as relações interculturais entre o Brasil e o mundo, entre o Brasil e a América Latina, e entre este Brasil e as demais realidades presentes no país. E, em particular, a relação desse espaço geo-cultural com os portos marítimos tanto do Pacífico quanto do Atlântico Sul. Isso inclui história social, antropologia, estudos urbanos e estudos sobre minorias étnico-raciais e diversidade sexuais, estudos literários (história, teoria e crítica), literatura comparada, entre outros. Os tópicos centrais são a história da Amazônia brasileira, a cidade, a belle époque, o sujeito e a identidade, a criação estética (crônicas de viagem, narrativa, poesia, teatro, além de outras formas de arte, como música) e os principais movimentos ou sensibilidades, como o modernismo, o naturalismo, as vanguardas, a incipiente escritura de mulheres, a indígena e a afro-brasileira. Interessa pensar, pelo demais, sobre os modos em que a cultura amazónica se relaciona hoje com os centros de poder tanto no nível nacional como no internacional. No caso particular do Norte, é percebível um estancamento, marcado pela desigualdade socioeconómica que vai deixando atrás o desenvolvimento da zona em comparação com os avanços das regiões centrais do Brasil. Isto exige revisar as diversas formas de reprodução a apropriação que se tem respeito das metrópoles. Existe a capacidade para reapropriar-se do saber hegemônico para adaptá-lo ou é que não há recursos intelectuais e artístico-culturais para a transformação? O, também, que acontece com a tradição amazônica: está aberta aos câmbios para mudar sua estrutura base ou percebesse que a única maneira de manter a cultura ribeirinha é isolando-lhe, afastando-lhe para não ser contaminada de influxos externos? Som perguntas que se pretendem plantear na pesquisa para ver quais usas possíveis respostas.