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Estudos Taxonômicos em Pentatomidae (Hemiptera-Heteroptera)

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS BIOLOGICAS
Subunidade
POS-GRADUACAO EM ZOOLOGIA
Coordenador
JOSE ANTONIO MARIN FERNANDES
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 15 - Vida Terrestre

Impacto na Amazônia

  • Biodiversidade e Bioeconomia – Conservação Ambiental

Resumo

A família Pentatomidae é uma das três maiores em número de espécies dentro de Heteroptera (Hemiptera) com mais de 4500 espécies distribuídas no mundo. Esta família é bastante conhecida por abrigar espécies grandes e que vivem em áreas abertas ou associadas ao ser humano, e também por exalarem um odor ruim e característico. Pentatomidae é formada por 10 subfamílias, sendo Cyrtocorinae, Stirotarsinae, Discocephalinae e Edessinae encontradas apenas na região Neotropical. Dessas, indiscutivelmente, a subfamília Edessinae é a maior em número de espécies e também a menos conhecida do ponto de vista taxonômico. Este táxon é formado por 17 gêneros que abrigam pouco mais de 450 espécies conhecidas, destes apenas Peromatus e Olbia não foram revisados ou descritos recentemente. Nove gêneros foram descritos nos últimos 20 anos para espécies antes incluídas em Edessa. Edessinae possui muitos problemas taxonômicos e nomenclaturais, e uma grande quantidade de espécies não descritas (mais de 400) espalhadas em coleções do mundo todo. Tal diversidade se concentra, basicamente, no gênero Edessa Fabricius, 1803. Este gênero agrupa mais de 300 espécies conhecidas e é o depósito de espécies da subfamília, recentemente o subgênero nominal foi caracterizado e seus limites estabelecidos. Pelo seu tamanho, Edessa ainda está longe de um de um tratamento taxonômico adequado, continuando como um depósito de espécies e escondendo a real diversidade de Edessinae. A Taxonomia Integrativa preconiza que outras características, além das morfológicas, devem ser usadas nas descrições das espécies (P.ex. dados biológicos, ecológicos, genéticos e outros). Seguindo essa ideia, a metabolômica, estudo de moléculas resultantes do metabolismo das espécies, é uma fonte interessante de dados ainda pouco explorada na entomologia. Uma maneira de analisar as moléculas do exoesqueleto é o uso do Infravermelho Próximo (NIR–Near Infrared). Nesta técnica, uma fonte de luz excita as moléculas do exoesqueleto que liberam energia no espectro do infravermelho, lida por um sensor. Nosso estudo vai usar uma câmera Hiperespectral, que nada mais é do que uma fotografia no infravermelho próximo. Tal técnica tem a grande vantagem de não ser destrutiva como outras usadas em metabolômica. Também é uma técnica que gera uma grande quantidade de dados de forma rápida. O objetivo do projeto envolve o estudo taxonômico de Pentatomidae, particularmente Edessinae, com a revisão de táxons supraespecíficos, descrição de espécies novas e proposição de gêneros novos. Imagens Hiperespectrais em NIR serão usadas como uma ferramenta complementar à morfologia para produzir dados que ajudem na delimitação e caracterização de tais táxons. Para a realização desse objetivo, utilizaremos material de diversas coleções nacionais e estrangeiras que já se encontram em nossa coleção por empréstimo. Os estudos morfológicos serão a base deste projeto e seguem o padrão tradicional de estudo para Pentatomidae. Serão apresentadas descrições, medidas, fotografias de todas as partes do corpo importantes para a separação das espécies, mapas e chaves de separação das espécies dos táxons estudados. As análises cladísticas usarão o TNT para processar as matrizes, pesagem implícita será usada para grande conjunto de árvores igualmente parcimoniosas, além disso serão apresentados índices de consistências e retenção, e valores de confiabilidade dos nós (p.ex.: Jacknife ou bootstrap). Os dados obtidos usando NIR serão analisados com testes estatísticos, principalmente PCA (Análise de Componentes Principais), e outros métodos estatísticos para análise dos dados gerados. Assim, como resultados, pretendemos continuar a revisão e descrição de gêneros e espécies novas para Edessinae. Uma análise cladística para Edessinae será apresentada para apoiar a proposição de tais gêneros novos, ampliando mais o número de táxons e caracteres em relação a análises passadas. O NIR será usado como ferramenta na separação de espécies, mas será testado também na caracterização de táxons supraespecíficos de forma experimental. Em outras palavras, vamos tentar extrair dados do NIR que possam ser usados para caracterizar gêneros, podendo assim, no futuro, aplica-los em análises cladísticas.