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Influência da atividade mastigatória, doambiente e do envelhecimento sobre a distribuição laminar em CA1 e no Giro Denteado dosastrócitos no hipocampo de modelo murino

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS BIOLOGICAS
Subunidade
POS-GRADUACAO EM NEUROCIENCIAS E BIOLOGIA CELULAR
Coordenador
MARCIA CONSENTINO KRONKA SOSTHENES
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar

Resumo

O envelhecimento populacional é um fenômeno que vem sendo experimentado por grande parte dos países do mundo, incluindo o Brasil (ONU, 2019; IBGE, 2011). Atrelado a isso, o número de indivíduos desenvolvendo algum tipo de demência tem disparado de maneira global, levantando um alerta para que políticas de Saúde Pública e Assistência Social sejam cada vez mais priorizadas em meio a população afetada, incluindo em sua grande maioria os idosos (ADI, 2019; SOSA-ORTIZ, ACOSTA-CASTILLO, PRINCE, 2012). Associado a isso, o hipocampo tem se destacado no que tange à base de diversas doenças neurodegenerativas, exercendo um papel fundamental em funções como aprendizagem, formação e consolidação da memória, regulação de emoções, medo, ansiedade e estresse, destacando-se também por sua neuroplasticidade (GULYAEVA, 2018; SCHOENFELD, GOULD, 2012). Além disso, alterações morfológicas e fisiológicas no hipocampo parecem possuir relação importante com o envelhecimento e redução da atividade mastigatória (BETTIO, RAJENDRAN, GIL-MOHAPEL, 2017; WATANABE et al., 2001), sendo que estudos demonstraram uma associação positiva entre a mastigação e a função cognitiva em idosos, considerando a diminuição da atividade mastigatória como um fator de risco para um declínio cognitivo acentuado e aumento da incidência de demência (TADA, MIURA, 2017; TEIXEIRA et al., 2014). Especificamente, alterações na atividade mastigatória parecem se relacionar com o declínio no aprendizado e memória espacial, associado à navegação, exploração e locomoção (CHEN et al., 2015). Ao se analisar histologicamente o número de astrócitos na região CA1 do hipocampo, região importante na consolidação da memória e aprendizado, em cérebros de camundongos jovens e idosos que tiveram ausência de seus molares, observaram-se resultados significativos com perdas celulares em camundongos idosos (ONOZUKA et al., 2000). Estando correlacionada a uma distribuição laminar alterada e a uma redução do número de astrócitos, na região do hipocampo, a privação da atividade mastigatória induziu a um desempenho cognitivo anormal, deficitário (FROTA DE ALMEIDA, 2012). Associado a tais evidências, Mendes e colaboradores (2013) em estudo com camundongos demonstraram que a reabilitação da atividade mastigatória recuperou as perdas de aprendizado e cognição quando os animais foram mantidos em um ambiente enriquecido, notando-se benefícios significativos, especialmente em velhos. Assim, mantendo a implantação de uma linha de pesquisa envolvendo alterações mastigatórias e cognição durante o envelhecimento em modelo experimental murino, pretende-se verificar se a privação da atividade mastigatória em animais afetaria o processo de distribuição laminar dos astrócitos na região de CA1 do hipocampo, assim como, as influências da atividade mastigatória no comportamento exploratório e sugestivo de ansiedade, em modelo experimental murino, utilizando camundongos adultos jovens e senis, mantidos em ambientes padrão e enriquecido. Pretende-se através da quantificação por fracionador óptico estimar a população astroglial na região de CA1 do hipocampo relacionando-as ao ambiente enriquecido, ao envelhecimento e à infecção.