← Voltar

Aplicação Web para o Diagnóstico Quantitativo de Pessoas com o Transtorno do Espectro Autista

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS BIOLOGICAS
Subunidade
POS-GRADUACAO EM NEUROCIENCIAS E BIOLOGIA CELULAR
Coordenador
MANOEL DA SILVA FILHO
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar
  • 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura
  • 10 - Redução das Desigualdades

Resumo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) constitui uma condição complexa do neurodesenvolvimento, caracterizada por dificuldades persistentes na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento. A identificação precoce dos sinais de risco associados ao TEA é determinante para melhores desfechos no desenvolvimento infantil; entretanto, o acesso a instrumentos de avaliação oportunos permanece desigual entre populações e regiões, especialmente em contextos de baixa renda e com escassez de especialistas. Com o propósito de contribuir para a redução dessas desigualdades, o presente projeto descreve o desenvolvimento e a validação do Autiste, uma aplicação web de saúde digital voltada ao apoio do encaminhamento precoce, por meio da estimativa quantitativa do risco de autismo ao longo do ciclo de vida. A plataforma integra questionários comportamentais específicos por faixa etária — bebês (0–2 anos), crianças (3–12 anos) e adolescentes/adultos (>12 anos) — com modelos de aprendizagem de máquina explicáveis, sendo concebida como ferramenta de apoio à decisão clínica, e não como instrumento diagnóstico definitivo. Técnicas de aprendizagem não supervisionada (K-means) foram aplicadas para a identificação de padrões comportamentais naturais, cujos agrupamentos resultantes serviram como rótulos para a modelagem supervisionada subsequente, eliminando o viés humano na construção dos grupos. A abordagem foi validada com dados do mundo real provenientes de voluntários autistas, não autistas e seus cuidadores, totalizando 26.646 respostas em nível de item. Os resultados são apresentados aos usuários na forma de categorias de risco (baixo, moderado e alto), promovendo triagem acessível e encaminhamentos clínicos mais equitativos.