Fatores genéticos e imunológicos associados à suscetibilidade à infecção por SARS-CoV-2: um estudo com povos indígenas da Amazônia brasileira
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
Impacto na Amazônia
- Comunidades Tradicionais – Ações com Povos Indígenas ou Originários
Resumo
O papel de fatores genético-imunológicos humanos na infeção pelo Sars-CoV-2 e no prognóstico da COVID-19 constitui um dos grandes desafios na compreensão da fisiopatologia da doença. Hoje se sabe que a suscetibilidade e a resistência a infecção pelo SARS-CoV-2, bem como a gravidade da COVID-19, são determinadas de forma muito complexa e de modo multifatorial. A resposta não usual dos indígenas frente à pandemia pelo Sars-CoV-2, com taxa de mortalidade baixa e prevalências elevadas de anticorpos anti-SARS-CoV-2 IgG em indígenas aldeados ainda antes da campanha de vacinação, oferece excelente oportunidade para investigar fatores genético-imunológicos associados à infecção, como por exemplo, as variantes nos genes ACE, ACE2, AHSG, CD27, IFI30, MBL2, TMPRSS2, CLEC4M (L-SIGN), MBL, MxA, CD209, FCER2, OAS-1, TLR4 e TNF-alfa, relacionados aos estágios iniciais da infecção e cujo envolvimento na infecção pelo SARS-CoV-2 é apoiado por dados já publicados. Além do mais, existe a expectativa de identificar variantes em outros genes que possam estar associados à suscetibilidade à infecção por SARS-CoV-2 e que sejam privados ou exclusivos de povos indígenas, como tem sido observado em algumas alterações metabólicas.