AVALIAÇÃO DE ASPECTOS TOXICOLÓGICOS DE FRAÇÕES DE PLANTA DA FAMÍLIA BIGNONIACEAE COLETADA DA RESERVA BIOLÓGICA (REBIO) DO GURUPI
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 15 - Vida Terrestre
Impacto na Amazônia
- Biodiversidade e Bioeconomia – Cadeias Produtivas
Resumo
A bioprospecção de plantas amazônicas é uma estratégia essencial para a descoberta de novos bioativos com aplicação farmacológica, agrícola e cosmética. A Amazônia Oriental abriga uma biodiversidade ímpar e sob forte pressão antrópica. Nesse cenário, a Reserva Biológica (REBIO) do Gurupi, localizada no estado do Maranhão, destaca-se como um dos últimos refúgios de floresta primária da região, sendo fundamental para a preservação de espécies vegetais ainda pouco estudadas. O mapeamento e o resgate desse patrimônio genético são urgentes, especialmente diante de ameaças como a exploração madeireira ilegal que atinge o entorno e os limites da própria REBIO Gurupi. A família Bignoniaceae é mundialmente famosa por suas espécies madeireiras (como os ipês) e ornamentais. Na medicina tradicional, muitas espécies são utilizadas por suas propriedades anti-inflamatórias, antimicrobianas e cicatrizantes. Embora diversos pertencentes desta família sejam amplamente utilizadas na medicina popular, é fundamental promover o estudo dos aspectos toxicológicos de novas espécies identificadas e ainda pouco estudadas para garantir a segurança no uso terapêutico e compreender os riscos de intoxicação. Objetivo: Avaliar aspectos toxicológicos de extratos obtidos de planta da familia Bignoniacea coletadas da Rebio Gurupi. Metodologia: Levantamento Etnofarmacológico: Mapeamento do uso tradicional quilombolas destas plantas, buscando identificar benefícios terapêuticos e possíveis relatos de eventos tóxicos associados ao seu consumo Triagem Toxicológica: Avaliação do perfil de segurança através de testes de migração celular (in vitro) e de toxicidade aguda e subcrônica (in vivo) em ratas. A pesquisa integra o projeto guarda-chuva Estudo Químico e Biológico de Plantas da Rebio Gurupie financiado pelo CNPq.