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Transição endotélio-mesênquima no timo: possíveis alterações em patologias tímicas

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS BIOLOGICAS
Subunidade
POS-GRADUACAO EM FARMACOLOGIA E BIOQUIMICA
Coordenador
BARBARELLA DE MATOS MACCHI
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar

Resumo

Os precursores das células T sofrem diferenciação e seleção intratímica através das interações com os componentes do microambiente tímico. O timo é constituído em sua grande maioria por células epiteliais tímicas (TEC), macrófagos, células dendríticas, fibroblastos e os produtos de secreção dessas células, tais como hormônios, interleucinas e moléculas de matriz extracelular (ECM). O tráfego de células T, que a princípio penetram no timo provenientes da medula óssea, com fenótipo de células imaturas e, a sua posterior saída, como células maduras, depende terminantemente dos vasos sanguíneos que irrigam o órgão. Tais vasos são constituídos principalmente de células endoteliais tímicas. A transição epitélio mesênquima (EMT) é um processo biológico pelo qual as células epiteliais adquirem fenótipos característicos de células mesenquimais, assemelhando-se aos fibroblastos. A EMT despenha um papel crucial na fibrose em vários órgãos. A transição endotélio-mesênquima (EndMT) é uma forma especializada da EMT e é caracterizada pela alteração da morfologia celular para um formato fibroblastoide, perda da expressão dos marcadores endoteliais e ganho da expressão dos marcadores mesenquimais, bem como a aquisição de propriedades invasivas e migratórias. Tendo em vista que a expressão de ligantes e receptores de ECM em células endoteliais tímicas, assim como sua função nos processos de migração e emigração de células T do timo permanece pouco estudada, este plano objetiva estudar o mecanismo molecular envolvido neste processo, como fatores indutores da EndMT em uma linhagem de células endoteliais tímicas, tEnd.1, além do papel de componentes de ECM na interação entre as células tEnd.1 e os timócitos.