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ESTRESSE OXIDATIVO, ÓXIDO NÍTRICO E ESTRATÉGIAS TERAPÊUTICAS ADJUVANTES NA MALÁRIA EXPERIMENTAL

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS BIOLOGICAS
Subunidade
POS-GRADUACAO EM BIODIVERSIDADE E BIOTECNOLOGIA
Coordenador
SANDRO PERCARIO
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar

Resumo

A malária permanece como uma das mais relevantes doenças infecciosas ao redor do mundo, constituindo um grave problema de saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. No contexto brasileiro, a malária também representa um problema de saúde pública focado principalmente na Amazônia Legal. Do ponto de vista patogênico, a infecção malárica desencadeia um conjunto de respostas do hospedeiro que incluem ativação imune, liberação de citocinas pró-inflamatórias e produção exacerbada de espécies reativas de oxigênio e nitrogênio (ERON). Esse desequilíbrio entre a geração de radicais livres e a capacidade antioxidante do organismo caracteriza o estresse oxidativo, um processo que tem sido implicado tanto na resposta defensiva contra o parasita quanto no dano tecidual associado à progressão da doença. Dentro desse contexto redox, a via do óxido nítrico (NO) assume um papel crítico e multifacetado na malária. O NO é uma molécula sinalizadora endógena envolvida na regulação do tônus vascular, na modulação da inflamação e na defesa imunológica. Na infecção da malária, sua atuação parece ser dual: níveis fisiológicos de NO podem facilitar a perfusão tecidual e limitar a aderência de células parasitadas ao endotélio, enquanto sua desregulação, seja por redução da biodisponibilidade ou pela produção excessiva de derivados reativos como o peroxinitrito (ONOO−), contribui para disfunção microvascular, inflamação exacerbada e agravamento de manifestações clínicas severas, incluindo malária cerebral. Paralelamente, produtos naturais de origem amazônica emergem como fontes promissoras de moléculas bioativas com propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e, em alguns casos, antiparasitárias. A biodiversidade da Amazônia abriga espécies vegetais utilizadas tradicionalmente no manejo de condições infecciosas e inflamatórias, as quais contêm compostos como polifenóis, flavonoides e terpenos potencialmente capazes de interagir com vias biológicas relevantes para a patogênese da malária. Diante disso, a compreensão integrativa das interações entre malária, estresse oxidativo, via do óxido nítrico e produtos naturais bioativos fornece o fundamento conceitual para explorar abordagens inovadoras que potencialmente atenuem os efeitos deletérios da infecção malárica, contribuindo para o avanço de estratégias terapêuticas adjuvantes e uma melhor compreensão dos mecanismos fisiopatológicos subjacentes. Assim, com o objetivo de avaliar os efeitos de substâncias antioxidantes, inibidores da enzima óxido nítrico sintase e de produtos naturais amazônicos sobre a parasitemia, o estresse oxidativo, a inflamação e a via do óxido nítrico e a lesão tecidual em modelo experimental de malária induzida por Plasmodium berghei, serão estudados grupos de camundongos submetidos à infecção pelo Plamodium berghei tratados com diferentes extratos de plantas medicinais amazônicas.