Neurodiversidade e educação científica: o uso de hiperfocos como mediadores de autonomia e habilidades sociais na Usina da Paz
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 4 - Educação de Qualidade
- 10 - Redução das Desigualdades
Resumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) envolve diferentes formas de aprender e interagir, tornando importante o uso de estratégias pedagógicas que considerem a neurodiversidade. No ensino de Ciências Biológicas, alguns conteúdos mais abstratos, como microbiologia e prevenção de doenças, podem representar desafios para estudantes neurodivergentes. Este projeto, vinculado a uma ação de extensão realizada na Usina da Paz Jurunas e Condor, em Belém (PA), busca avaliar o uso de estratégias inclusivas baseadas nos hiperfocos e na experimentação científica como ferramentas para desenvolver autonomia, comunicação e habilidades sociais em crianças com TEA, além de contribuir para a formação de licenciandos em Biologia. A pesquisa tem como objetivos identificar as características iniciais dos participantes, utilizar seus interesses como ponto de apoio para estimular a participação, acompanhar mudanças na comunicação, verificar a aplicação dos hábitos de higiene no cotidiano familiar, trabalhar temas relacionados à puberdade e privacidade com recursos visuais e avaliar a contribuição da produção de um documentário como atividade educativa. Após aprovação pelo Comitê de Ética, serão realizados encontros semanais com quatro crianças de 7 a 9 anos com diagnóstico de TEA grau 1, algumas com outras condições associadas, como TDAH e TOD, incluindo um participante com altas habilidades. Cada criança terá acompanhamento individual de um estagiário de Biologia. O desenvolvimento será acompanhado por meio de avaliação inicial, registros após cada encontro, escala de participação e questionários respondidos pelos responsáveis. As atividades serão organizadas em dois temas principais. O primeiro abordará microrganismos e cuidados de higiene por meio de experiências práticas relacionadas aos interesses das crianças, envolvendo produção de vídeos e histórias em quadrinhos. O segundo trabalhará crescimento, puberdade, anatomia e segurança corporal, ajudando os participantes a compreender diferenças entre espaços públicos e privados.