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SOLUÇÕES PARA CONSERVAÇÃO DA HERPETOFAUNA NA PAN-AMAZONIA: EMERGÊNCIA CLIMÁTICA E O FUTURO DAS ESPÉCIES

Unidade
INSTITUTO DE CIENCIAS BIOLOGICAS
Subunidade
FACULDADE DE CIENCIAS BIOLOGICAS
Coordenador
GLEOMAR FABIANO MASCHIO
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
  • 15 - Vida Terrestre

Impacto na Amazônia

  • Biodiversidade e Bioeconomia – Conservação Ambiental

Resumo

A herpetofauna na Pan-Amazônia enfrenta ameaças crescentes decorrentes do desmatamento, mudanças climáticas, tráfico de animais silvestres e conflitos culturais. A expansão agrícola, a exploração de recursos naturais e o avanço da urbanização contribuem para a fragmentação de habitats essenciais, comprometendo a sobrevivência de anfíbios e répteis. Políticas públicas, como o Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna e a criação de unidades de conservação pelo ICMBio, buscam mitigar esses impactos. Em nível internacional, tratados como a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), a Convention on International Trade in Endangered Species of Wild Fauna and Flora (CITES) e a Convenção de Ramsar estabelecem diretrizes para a proteção de espécies ameaçadas e habitats críticos. Anfíbios e répteis desempenham papéis ecológicos fundamentais na Amazônia, atuando no controle de populações de insetos e pequenos vertebrados, na reciclagem de nutrientes e na regulação de ciclos biogeoquímicos. Algumas espécies também contribuem para a dispersão de sementes, direta e indiretamente, influenciando a regeneração florestal. Além disso, compostos bioativos extraídos de suas secreções têm aplicações promissoras em tratamentos médicos, incluindo analgésicos, antibióticos e fármacos cardiovasculares. Do ponto de vista econômico, a pele de jacarés é um recurso explorado pelo mercado de couro, enquanto diversas espécies são utilizadas culturalmente por comunidades locais. Ao longo dos 10 anos de execução deste projeto, objetiva-se mapear áreas prioritárias de ocorrência, avaliar interações ecológicas e propor estratégias adaptativas de conservação participativa. Ferramentas como modelagem de nicho ecológico e análise de conectividade contribuirão para a delimitação de corredores e zonas de refúgio climático, enquanto a etno-herpetologia integrará conhecimentos tradicionais às políticas públicas.