Masculinidades e Violência na escola: Promovendo e cuidando da saúde dos(as) adolescentes
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 4 - Educação de Qualidade
- 5 - Igualdade de Gênero
- 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura
- 10 - Redução das Desigualdades
- 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
Resumo
A adolescência é uma fase da vida bastante complexa que envolve grandes mudanças fisiológicas/corporais, mas, sobretudo, é transição para novas vivências sociais, de trabalho, afetivas e sexuais. É nesse período que a masculinidade interior dos meninos se exterioriza, e encontram sua expressão na atração e desejo sexual, no futebol, nas lutas e nos desafios entre seus pares, bem como afeta a maneira como lidam com sua saúde, pois eles são ensinados desde cedo a serem viris, provedores do lar e detentores de poder sobre os corpos femininos. Todavia, acredita-se que essa masculinidade tóxica e o machismo estrutural não afetam apenas a saúde dos próprios homens, mas também leva a resultados negativos para mulheres e crianças, como por exemplo, na forma de violência, infecções sexualmente transmissíveis, gravidez imposta e paternidade ausente. Nesse sentido, busca-se promover ações em saúde com adolescentes, homens e mulheres, entre 11 e 19 anos, bem como promover e incentivar a educação permanente envolvendo docentes e corpo técnico-administrativo de uma escola pública de Belém-Pará, favorecendo a aproximação entre os setores de Saúde e Educação numa atuação conjunta e articulada. Espera-se que os(as) adolescentes sejam capazes de exercer uma visão crítica sobre a temática, repensando e questionando suas atitudes e comportamentos, e que os profissionais da saúde e educadores, possam pensar em estratégias de atenção/cuidados específicos para os(as) jovens, fazendo-os refletirem sobre desigualdades sociais e de gênero, aumento do controle sobre sua saúde (autocuidado), possibilitando a busca de uma adolescência saudável.