Segurança Alimentar de Ostras do Mangue do Estuário Amazônico Pós-Depuração Uma Abordagem em Microplásticos e Microbiológica
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 12 - Consumo e Produção Responsáveis
- 14 - Vida na Água
Impacto na Amazônia
- Biodiversidade e Bioeconomia – Cadeias Produtivas
Resumo
Bivalves é a classe principal de moluscos cultivados e as ostras representam 32% desse percentual. No estuário Amazônico há uma produção significativa de ostra-do-mangue (cerca de 40 toneladas) no município de Augusto Corrêa Pará. No entanto, questões sanitárias precisam ser consideradas, como a contaminação microbiológica e por microplásticos. Embora a contaminação por microplásticos ainda não esteja inserida como item de segurança alimentar, ela representa uma ameaça emergente nos ecossistemas aquáticos. A depuração é um processo eficiente para eliminação de contaminantes, no Brasil se restringe a poucos estados, onde há criação e comercialização de ostras e de mexilhões, na região Amazônica ainda não possui um sistema de depuração para garantir a qualidade do pescado. O cultivo de ostras exige cuidados acerca da segurança alimentar da carne, visto que está sujeita a contaminação por poluentes orgânicos e inorgânicos presentes na coluna dágua, como bactérias patogênicas e microplásticos. Os espécimes serão provenientes do município de Augusto Corrêa serão avaliados quanto as suas concentrações de microplásticos, coliformes totais, Escherichia coli, e Salmonella. Em seguida, as ostras serão submetidas a um experimento de depuração artesanal. Os resultados obtidos serão fundamentais para compreender a dinâmica da contaminação por microplásticos e microrganismos em ostras cultivadas no Pará, elucidar os impactos de poluentes sobre a saúde desses animais e contribuir para a elaboração de políticas públicas que visam reduzir a exposição de humanos a esses contaminantes pelo consumo de ostras.