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CONHECIMENTOS ECOLÓGICOS LOCAIS EM CONTEXTOS DE EMERGÊNCIAS CLIMÁTICAS: dialogando com comunidades tradicionais diante dos desafios ambientais emergentes

Unidade
NUCLEO DE ALTOS ESTUDOS AMAZONICOS
Subunidade
-
Coordenador
THALES MAXIMILIANO RAVENA CANETE
Período
a
Grupo
Extensão

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
  • 14 - Vida na Água
  • 15 - Vida Terrestre

Impacto na Amazônia

  • Comunidades Tradicionais – Ações com Quilombolas
  • Biodiversidade e Bioeconomia – Meio Ambiente

Resumo

O mercado regional, nacional e internacional do açaí vem crescendo, na última década, de maneira jamais vista. Esse contexto de valorização desse produto regional vem promovendo a crescente exploração sobre os açaizais nativos em diversas regiões amazônicas, dentre elas, Territórios Quilombolas (TQ). Soma-se a esse processo de extração, o avanço da monocultura do açaí que altera a paisagem nativa e com ela a diversidade socioambiental que desenha esses territórios. A região do Baixo Tocantins é amplamente conhecida pela intensa produção de açaí, normalmente oriunda da extração de açaizais nativos. Por outro lado, essa região também vem sofrendo um processo de açaização da paisagem resultante da monocultura dessa espécie, mesmo em territórios tradicionais como é o caso dos TQ’s. Esse contexto produz o empobrecimento de práticas socioambientais que se vêem restringidas pelo empobrecimento da diversidade ambiental no interior de seus territórios. A erosão do conhecimento ecológico local em face desse processo recente já é uma realidade e as gerações mais novas são as mais afetadas com esse processo que lhes rouba memória, saberes e práticas sobre o uso do território. Esta proposta extensionista objetiva, por meio de diálogos intergeracionais, construir um inventário socioambiental sobre os usos e conhecimentos do Território Quilombola Ipanema, em Abaetetuba/PA, de forma a valorizar o conhecimento ecológico local. Objetiva ainda fomentar processos de resiliência diante de um contexto de impacto e pressão sobre o território, ao passo que fortalece o ethos de seus moradores, por meio da formação de um espaço de interação intergeracional e de exposição de saberes ecológicos locais na escola da comunidade.