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MULHERES CAMPONESAS: reconhecimento econômico e social na Ilha de Mosqueiro.

Unidade
INSTITUTO AMAZONICO DE AGRICULTURAS FAMILIARES - INEAF
Subunidade
FACULDADE DE DESENVOLVIMENTO RURAL
Coordenador
SILVANEIDE SANTOS DE QUEIROZ CORTE BRILHO
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 2 - Fome Zero e Agricultura Sustentável
  • 5 - Igualdade de Gênero
  • 8 - Trabalho Decente e Crescimento Econômico

Impacto na Amazônia

  • Biodiversidade e Bioeconomia – Cadeias Produtivas

Resumo

O projeto de pesquisa apresentado ao Instituto Amazônico de Agricultura Familiar – INEAF, vinculado à Faculdade de Bacharelado em Desenvolvimento Rural – BDR – busca estudar a organização sócio produtiva realizada por mulheres camponesas e trabalhadoras rurais. Cujo destaque são as mulheres afro-latino americanas com ênfase nas suas práticas de produção e consumo dos produtos e serviços de uso comum nos territórios rurais. As mulheres rurais são majoritárias em várias iniciativas de economia local, tanto em países do norte quanto em países do sul, tanto em grupos de produção artesanal ou agrícola, de troca local, finanças solidárias, associações comunitárias quanto no trabalho em cooperativas, sociedades mutualistas ou associações. Dessa forma, é inegável a importância da organização sócio produtiva e de serviços realizadas por mulheres camponesas e trabalhadoras rurais. Assim como, a distribuição e o autoconsumo de alimentos e outros produtos. As mulheres também produzem artesanato, medicamentos, utensílios domésticos em grupos e coletivos de diferentes idades e origem étnica racial que juntamente a tarefa do cuidado geram duplas e triplas jornadas de trabalho (CÔRTE BRILHO, 2015). Contexto, em que para as mulheres camponesas e trabalhadoras rurais organizar-se se tornou tarefa mais que essencial quando o assunto são os seus direitos e a visibilidade do trabalho que realizam sócio produtivamente. Para tanto, vimos a participação e a união tornarem-se indispensáveis enquanto possibilidades concretas para o reconhecimento do trabalho das mulheres e para a gestão dos recursos, bem como para o acesso aos meios de vida e de produção, como a terra e a água. Sobre isto, Melo e Di Sabato (2011) mencionam a trajetória de luta das mulheres trabalhadoras rurais recentes desde os anos de 1980 que mostram a força da reivindicação pelo reconhecimento como trabalhadora e como cidadã. Destacam entre estas, a reivindicação pela sindicalização como trabalhadoras rurais, a luta pelo acesso a previdência e a licença maternidade. A luta e a resistência por parte das mulheres negras rurais nos territórios quilombolas da Amazônia são ainda mais expressivas, pois, são elas “que sustentam a cultura, garantem a segurança alimentar, e enfrentam diariamente os desafios impostos, pela mineração, pelo agronegócio e pela falta de políticas públicas adequadas.”