Serras ferruginosas amazônicas: desafios para conservação da sociobiodiversidade frente a mudanças climáticas e conversão dos solos
ODS vinculados
- 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
- 15 - Vida Terrestre
Impacto na Amazônia
- Biodiversidade e Bioeconomia – Conservação Ambiental
Resumo
Diversas questões bases da ecologia formam o alicerce para compreender o funcionamento dos ecossistemas e suas dinâmicas ao longo do tempo e do espaço. Assim, são cruciais para desvendar os impactos diretos e indiretos das atividades humanas sobre o equilíbrio dos ecossistemas tropicais, especialmente frente às mudanças globais. Como as crescentes alterações de uso e ocupação do solo, somado as mudanças climáticas, impactam a biodiversidade do complexo geossistemas que compõe os campos ferruginosos da Amazônia brasileira? Quais são os principais dados de biodiversidade devem ser monitorados a longo prazo para garantir a conservação do complexo de geossistemas que compõem o ecossistema de campos rupestres ferruginosos na Amazônia brasileira? Essas questões centrais que técnicos de órgãos ambientais e pesquisadores de diversas instituições de pesquisa brasileiras se fazem continuamente e sempre após oficinas que tratam de licenciamento ambientais tanto na Floresta Nacional de Carajás, como em outros projetos de licenciamento. Após diversas tentativas malsucedidas de modelagem de atributos ecológicos do campo rupestre ferruginoso frente ao impacto da mineração, percebeu-se que 30 anos de produção científica para região não são ainda suficientes para subsidiar uma tomada de decisão que resguarde os atributos ecológicos do ecossistema (Amplo, 2023) ou mesmo possam auxiliar no manejo deste complexo ecossistema. O cenário posto é que estamos perdendo paulatinamente o campo rupestre ferruginoso amazônico. Mesmo que sua maior porção esteja inserido na Floresta Nacional de Carajás, esse ecossistema está sobre forte pressão antrópica a mais de quatro décadas pela mineração no interior da unidade de conservação (Martins et al. 2018). Adicionalmente, a isso se somam os estressores causados pelas mudanças climáticas e uso da terra no território amazônico.