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ENSINO MÉDIO, POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS DA AMAZÔNIA PARAENSE E A INTEGRAÇÃO SABERES SOCIAIS-CONHECIMENTOS ESCOLARES NOS PROCESSOS FORMATIVOS

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DO TOCANTINS - CAMETA
Subunidade
FACULDADE DE LINGUAGEM - CAMETA
Coordenador
DORIEDSON DO SOCORRO RODRIGUES
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 10 - Redução das Desigualdades

Resumo

O projeto dá continuidade às anteriores pesquisas sobre processos formativos no Sistema Modular de Ensino do Estado do Pará (SOME - Ensino Médio) e a integração saberes sociais-conhecimentos escolares como estratégia pedagógico-política para a formação da classe trabalhadora, em oposição a formações hegemônicas que desconsideram os modos de produzir e organizar a vida de povos e comunidades tradicionais na Amazônia e os saberes sociais deles decorrentes como potencializadores para processos de identidade e luta de classes. Partimos do pressuposto de que, a partir da perspectiva de Ensino Médio Integrado, a integração saberes sociais-conhecimentos, enquanto estratégia pedagógico-política de formação para jovens e adultos inseridos no SOME, Estado do Pará, encontrava possibilidade de efetivação, no interior de contradições. Todavia, é possível que a implementação do “Novo Ensino Médio”, iniciada pela Lei 13.415/2017 e seus dispositivos reguladores, como a aprovação da Lei 14.945, de 31 de julho de 2024, dentre outros dispositivos a nível federal e estadual, estejam a comprometer processos formativos numa perspectiva de integração saberes sociais-conhecimentos escolar, nos moldes assumidos nesta investigação. A partir desses pressupostos, objetivamos analisar os impactos da reforma do ensino médio nos processos formativos de ensino médio voltados para povos e comunidades tradicionais, a partir do Sistema Modular de Ensino (SOME), considerando a integração saberes sociais-conhecimentos escolares e os desafios para o trabalho docente e para a formação de jovens nesse contexto. Como problema de pesquisa, consideramos: A partir das reformas do ensino médio que vêm sendo implementadas na atualidade, quais os impactos para o trabalho docente e para a formação de jovens que experienciam os processos formativos do ensino médio do Sistema Modular de Ensino no Estado do Pará, considerando especialmente a integração saberes sociais-conhecimentos escolares, como estratégia pedagógico-política de formação contra-hegemônica, voltada para o fortalecimento de identidade e luta de classes para povos e comunidades tradicionais? Em termos metodológicos, a pesquisa será realizada no Baixo Tocantins , Estado do Pará, com destaque para o município de Cametá, considerando as formações de ensino médio realizadas pelo Sistema de Organização Modular em todo esse território, com destaque para as que envolvem povos e comunidades tradicionais, como ribeirinhos, quilombolas e extrativistas. Como estratégia metodológica, a pesquisa envolverá análise documental, aplicação de entrevistas semiestruturadas com gestores, docentes e discentes do Ensino Médio, a partir do Sistema Modular de Ensino (SOME), sendo tratados pela Análise de Conteúdo. Trata-se de pesquisa pautada no materialismo histórico-dialético, entendendo que o trabalho docente e a formação dos jovens do Ensino Médio, a partir do SOME, possam estar sendo impactados em suas práticas pedagógicas e educativas, como elementos de uma perspectiva integrada, no sentido de integrar a realidade de vida dos sujeitos aprendizes e seus saberes aos conhecimentos previstos em seus desenhos curriculares, possibilitando aos sujeitos um processo de fortalecimento de identidade, necessário a processos de luta em prol de direitos de povos e comunidades tradicionais da Amazônia. Os resultados desta pesquisa podem contribuir para as discussões sobre a implementação de políticas públicas educacionais, no interior do ensino médio para povos e comunidades tradicionais da Amazônia, considerando seus modos de organizar e produzir a vida e os saberes sociais deles decorrentes, além de contribuir para as discussões cientificas no campo trabalho-educação, no tocante ao desenvolvimento de processos formativos integrados, inovando-se ao considerar a categoria integração como marca pedagógica de uma práxis formativa oposta à negação dos saberes produzidos por homens e mulheres, como também importantes para uma concepção de formação por inteiro, ampla.