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Representações discursivas sobre o ensino de língua-cultura inglesa: Vozes docentes no Interior da Amazônia Tocantina

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DO TOCANTINS - CAMETA
Subunidade
FACULDADE DE LETRAS LINGUA INGLESA - CAMETA
Coordenador
LUCAS RODRIGUES LOPES
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade

Resumo

Este projeto alinha-se diretamente ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4) da Agenda 2030 da ONU, que propõe “assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos”. No contexto brasileiro, e especialmente nas regiões periféricas e interiorizadas da Amazônia Tocantina, garantir esse direito implica reconhecer as barreiras estruturais, simbólicas e discursivas que imitam o acesso à educação plena — incluindo o ensino de línguas estrangeiras, como o inglês. O ensino de língua inglesa, historicamente associado a práticas de exclusão e a um capital simbólico elitizado, precisa ser ressignificado como ferramenta de emancipação social e inclusão cidadã. Ao reconhecer o inglês como direito linguístico e não como privilégio, o projeto contribui para a concretização do ODS 4, especialmente nas dimensões que tratam da equidade de acesso, da qualidade da formação docente e da valorização da diversidade cultural e linguística. A partir dos aportes da Análise de Discurso de linha francesa, compreende-se que o direito à educação linguística é atravessado por formações discursivas que produzem sentidos excludentes. Esses sentidos naturalizam a ideia de que aprender inglês não é “para todos”, mas para “alguns”, geralmente os que pertencem a camadas sociais privilegiadas. O projeto busca desconstruir tais discursos, valorizando as experiências de professores que resistem e deslocam essas representações, assumindo a escola como espaço de transformação. Portanto, ao promover a escuta e a análise das narrativas de professores de inglês atuantes em contextos vulnerabilizados, o projeto reforça o compromisso com o ODS 4 ao defender que a educação de qualidade passa também pela democratização do acesso à formação linguística. Mais do que ensinar uma língua, trata-se de oferecer instrumentos para que sujeitos historicamente marginalizados possam se posicionar criticamente no mundo, ampliando suas possibilidades de participação social, econômica e cultural.