Construção do conhecimento agroecológico em sistemas agroflorestais manejados por mulheres na Amazônia Tocantina.
ODS vinculados
- 2 - Fome Zero e Agricultura Sustentável
- 5 - Igualdade de Gênero
Impacto na Amazônia
- Biodiversidade e Bioeconomia – Conservação Ambiental
Resumo
A agricultura é uma atividade que implica na simplificação da natureza, e substitui a diversidade natural por um número reduzido de plantas e animais, sendo as monoculturas a expressão máxima desse processo. O resultado é a produção de um sistema artificial que exige constante intervenção humana (FARREL e ALTIERI, 2012). Nesta lógica, o grande dilema frente aos problemas socioambientais é alcançar a racionalização do dinâmico processo produtivo por meio da incorporação de novas tecnologias, e diminuição dos impactos ambientais, aliado a geração de maiores benefícios sociais (KATO et al., 2012). As práticas de manejo implementadas nos SAFs de Cametá são exercidas ao longo de gerações, e incentivadas por entidades envolvidas nas atividades de ensino, pesquisa e extensão. Esta última, em especial, assume papel central junto as famílias agricultoras, visto que por meio das ações extensionistas os (as) agricultores têm acesso aos conhecimentos científicos, que se somados aos conhecimentos tradicionais, e a troca de experiências configura a chamada educação agroflorestal. A sensibilização das famílias agricultoras para a adoção e manutenção dos SAFs, assim como a de discentes, movimentos sociais e extensionistas rurais para atuarem como formadores e disseminadores das práticas agroecológicas, depende de uma educação baseada na agrofloresta, e é imprescindível no alcance da sustentabilidade. Nesse sentido o objetivo geral desse projeto de pesquisa é investigar quais são os conhecimentos agroecológicos utilizados pelas mulheres no manejo dos sistemas agroflorestais na Amazônia Tocantina.