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INTEGRAÇÃO DE SABERES NAS ATIVIDADES DOS PROFESSORES E ALUNOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA NUMA ESCOLA DO ENSINO FUNDAMENTAL DE CAMETÁ-PA

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DO TOCANTINS - CAMETA
Subunidade
FACULDADE DE EDUCACAO - CAMETA
Coordenador
EGIDIO MARTINS
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade

Resumo

Neste projeto trataremos a integração de saberes na concepção de Rodrigues (2020), para este autor a integração de saberes carrega princípios formativos no interior da escola básica, considerando as condições socioeconômico, político e formativo dos sujeitos que pertencem a classe trabalhadora. Nessa perspectiva a integração de saberes assume compromisso de fortalecer os saberes, a cultura dos sujeitos comprometidos com a transformação social. [...] a integração enquanto um princípio formativo que possibilita o fortalecimento de classe, na perspectiva dos trabalhadores, à medida em que seus saberes, sua cultura, e suas materialidades também se encontram no interior da escola, em discussão, numa relação dialética com os conhecimentos escolares [...] (Rodrigues, 2020, p. 166). Nessa perspectiva a integração de saberes torna-se instrumento de luta de classe de modo que representa as condições materiais da classe que vive do trabalho, contra a classe que disponibiliza dos meios de produção. Essa por sua vez se consolida principalmente no contexto da escola básica, pois nesse espaço se configura a disputa pelo saber transmitido aos alunos, estes por sua vez tornarão sujeitos pensante ou não, dependendo da concepção de saberes que a escola irá socializar com os futuros homens e mulheres que irão dirigir a sociedade. A concepção de integração de saberes apresentado por Rodrigues (2020), se pautam nos escritos de Marx ( 2008), para este autor as análises dos fenômenos investigados são compreendidos num conjunto de relações, considerando os aspectos sócio-histórico, político e formativo, em outros termos num movimento de integração, de modo que para este autor os objetos não estão isolados no contexto da sociedade, mas inter-relacionados num processo dialético entre particular e geral, do geral ao articular, ou seja, numa totalidade. [...]as relações jurídicas, bem como as formas do Estado, não podem ser explicadas por si mesmas, nem pela chamada evolução geral do espírito humano; essas relações têm, ao contrário, suas raízes nas condições materiais de existência, em suas totalidades [...] (Marx, 2008, p. 47). A integração dos saberes no contexto da escola básica precisa dar contar de relacionar a existência dos educandos com o saber sistematizado oferecido pela escola, num processo de integração, este por sua vez demonstra que a instituição estar assumindo compromisso com a construção de uma sociedade voltada para os sujeitos que vivem do trabalho. Porém, essa concepção encontra-se desafios para se efetivar no contexto dos saberes dos sujeitos escolares, porque há no interior da escola interesses de outros saberes, que se articulam com a concepção burocrática, descontextualizada da realidade de quem vivem o entorno da instituição educativa. Problematizar a questão da integração de saberes sociais aos conhecimentos escolares, nos processos formativos, entendida como a unidade teórico-prática entre o experienciado-vivido pelos sujeitos a partir do trabalho e a produção cultural acumulada sócio-historicamente no contexto da formação desenvolvida na educação básica brasileira, perpassa por uma compreensão de classe, uma vez que a negação das experiências culturais, sociais, econômicas e políticas dos trabalhadores é condição importante para o desenvolvimento do sociometabolismo do capital, à medida em que se promove um processo de homogeneização dos sujeitos, ao serem silenciadas as subjetividades presentes em saberes diversos decorrentes do mundo do trabalho ( Rodrigues, 2020, p. 167). Na concepção do autor mencionado a integração de saberes torna-se disputa emblemática no interior da escola básica, pois a instituição educativa é espaço de produção de saberes este por sua vez atende os interesses de um Estado que se articulam com os ditames do modo de produção vigente. É nesse sentido que Rodrigues (2020) considera esta categoria como desafio para se efetivar no contexto da escola. De modo que as concepções de saberes oriundo com o modo de produção desconsidera os saberes dos educandos, pois este distancia dos interesses da concepção hegemônica.