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Jovem Cientista da Pesca Artesanal: iniciação científica para valorização dos saberes da pesca, do território e dos acordos de pesca nas escolas

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DO TOCANTINS - CAMETA
Subunidade
FACULDADE DE EDUCACAO - CAMETA
Coordenador
EDIR AUGUSTO DIAS PEREIRA
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 14 - Vida na Água

Impacto na Amazônia

  • Comunidades Tradicionais – Ações com Ribeirinhos

Resumo

A pesca artesanal constitui uma atividade de grande importância social, cultural e econômica para muitas comunidades que vivem em regiões ribeirinhas, costeiras e lacustres. Os pescadores artesanais acumulam conhecimentos tradicionais sobre o território, os ciclos das águas e o comportamento das espécies, saberes que foram construídos ao longo de gerações. Entretanto, esses conhecimentos vêm sendo gradualmente fragilizados diante de transformações ambientais, pressões sobre os recursos naturais e mudanças climáticas e nos modos de vida das comunidades. Nesse cenário, torna-se fundamental desenvolver iniciativas educativas de pesquisa com jovens em busca da valorização dos saberes da pesca, do território e dos acordos de pesca nas escolas que apresenta uma articulação na construção do diálogo entre o conhecimento científico curricular e os saberes tradicionais dos pescadores artesanais, com aderência às discussões atuais no que tange ao processo de garantia do direito à educação, transcendendo a visão meramente instrucional para abraçar o paradigma da soberania territorial. A proposta visa fortalecer a iniciativa como do COGTER através da Rede Internacional CLIMATE-U, Geoecosustentável, Geocientes Sala verde UFPA-Cametá, conselho pastoral dos pescadores e pescadoras da região norte 2, AGRIPEX e AMAIS. As atividades formativas perpassam nas reflexões críticas da necessidade da integração da ciência, tecnologia e os saberes e práticas das comunidades pesqueiras tradicionais, valorizando ao mesmo tempo as especificidades e fortalecimento das comunidades e evidenciando a necessidade de se garantir meios para que existam formas de inclusão digital, da gestão comunitário do território de pesca na Amazônia e produção de conhecimentos pela pesquisa-ação participativa.