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Escola das Águas: territórios educativos para a formação de jovens pesquisadores no fortalecimento dos acordos de pesca, no monitoramento dos impactos das mudanças climáticas e na valorização dos conhecimentos pesqueiros tradicionais

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DO TOCANTINS - CAMETA
Subunidade
FACULDADE DE CIENCIAS NATURAIS - CAMETA
Coordenador
ANDREZA DE LOURDES SOUZA GOMES
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
  • 14 - Vida na Água

Impacto na Amazônia

  • Comunidades Tradicionais – Ações com Ribeirinhos

Resumo

O território pesqueiro como espaço de aprendizado surge a partir das interações que envolve diferentes atores comunitários como: homens, mulheres, jovens e crianças, dialogando com elementos da natureza com água, rios, várzeas e terra interpretando os ciclos da natureza e desenvolvendo estratégias de manejo, trabalho e cuidado com o ecossistema aquático. Envolvem histórias no espaço, no lugar, no território em um espaço de formação humana, produção de saberes, governança comunitária e construção de respostas aos desafios socioambientais e climáticos. As mudanças climáticas globais estão afetando os ecossistemas marinhos, de água doce e terrestres, assim como os serviços ecossistêmicos, a segurança hídrica, saúde, cultura, economia e a segurança alimentar, principalmente em comunidades mais vulneráveis. O território pesqueiro constitui espaços educativos para compreender as mudanças climáticas, os impactos de grandes empreendimentos e promover ações de fortalecimento de gestão territorial, como ocorre com o acordo de pesca do baixo Tocantins. As ações de iniciação científica com jovens pescadores e estudantes das escolas dos territórios pesqueiros buscam valorizar os conhecimentos tradicionais da pesca artesanal, monitorar os impactos climáticos sobre o território e fortalecer os acordos de pesca por meio da pesquisa participativa nos municípios de Limoeiro do Ajuru, Cametá, Mocajuba, Baião e Tucuruí em comunidades quilombolas, ribeirinhas e Indígenas. Ao integrar práticas investigativas, observação dos ambientes aquáticos, registro de saberes locais e análise de dados socioambientais, o projeto cria um espaço de diálogo entre o conhecimento científico escolar e os saberes tradicionais das comunidades pesqueiras. A proposta visa fortalecer e aproximar as iniciativas como do COGTER através da Rede Internacional CLIMATE-U, Geoecosustentável, Geocientes Sala verde UFPA-Cametá, conselho pastoral dos pescadores e pescadoras da região norte 2, AGRIPEX e AMAIS. A proposta está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas, contribuindo especialmente para o ODS 4 (Educação de Qualidade), ao promover uma educação contextualizada e emancipatória; o ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), ao fortalecer as perspectivas de permanência e valorização da pesca artesanal; o ODS 10 (Redução das Desigualdades), ao ampliar oportunidades educacionais para jovens de comunidades tradicionais; o ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima), por meio da educação climática e do monitoramento participativo dos impactos ambientais; o ODS 14 (Vida na Água), ao incentivar a conservação dos recursos pesqueiros e o fortalecimento dos acordos de pesca; o ODS 15 (Vida Terrestre), ao promover a conservação dos ecossistemas amazônicos; ODS 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes), ao fortalecer a governança comunitária e a gestão participativa dos territórios pesqueiros; e o ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação), ao integrar escolas, universidades, organizações comunitárias e instituições públicas na construção de soluções para o desenvolvimento sustentável dos territórios das águas.