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(IN)JUSTIÇA CLIMÁTICA EM COMUNIDADES RIBEIRINHAS – IMPACTOS E LUTAS NA AMAZÔNIA MARAJOARA

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DO MARAJO - BREVES
Subunidade
FACULDADE DE LETRAS - BREVES
Coordenador
EUNÁPIO DUTRA DO CARMO
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 1 - Erradicação da Pobreza
  • 10 - Redução das Desigualdades
  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima

Impacto na Amazônia

  • Comunidades Tradicionais – Ações com Ribeirinhos

Resumo

Na região da Amazônia Marajoara, as emergências climáticas têm provocado impactos crescentes sobre as comunidades ribeirinhas, historicamente marcadas por vulnerabilidades sociais, ambientais e raciais. Nesse contexto, o objetivo deste artigo é analisar a urgência da justiça climática em comunidades ribeirinhas que vivem históricos processos de vulnerabilidade social. Para isso, a pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e trabalho de campo no município de Breves, além de acompanhamento da oficina sobre sociobioeconomia com comunidades, promovida pelo Programa Redes de Comunidades Ribeirinhas (PRCR/UFPA/Campus Marajó Breves) e Embrapa . Os resultados evidenciam que os efeitos da emergência climática intensificam desigualdades já existentes, comprometem modos de vida tradicionais e agravam processos de marginalização. Destaca-se, nesse cenário, a atuação de movimentos sociais locais e o protagonismo dos saberes ancestrais na luta por justiça climática. Conclui-se que políticas públicas eficazes devem reconhecer a dívida histórica com essas populações, garantir sua participação ativa na formulação de projetos de adaptação e promover uma abordagem antirracista, territorializada e sensível às especificidades socioculturais da região. O estudo contribui para o fortalecimento do debate sobre justiça climática no Brasil, especialmente em territórios periféricos e tradicionais, onde os impactos da crise climática são mais severos e frequentemente negligenciados.