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(IN)JUSTIÇA CLIMÁTICA E SABERES TRADICIONAIS: O ENFRENTAMENTO À DESIGUALDADE SOCIOAMBIENTAL EM TERRITÓRIOS RIBEIRINHOS

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DO MARAJO - BREVES
Subunidade
-
Coordenador
EUNÁPIO DUTRA DO CARMO
Período
a
Grupo
Extensão

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar
  • 4 - Educação de Qualidade
  • 10 - Redução das Desigualdades
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
  • 14 - Vida na Água
  • 15 - Vida Terrestre

Impacto na Amazônia

  • Comunidades Tradicionais – Ações com Ribeirinhos
  • Políticas Públicas – Apoio à Formulação
  • Mudanças Climáticas – Mudanças Climáticas

Resumo

Os municípios marajoaras vêm sofrendo com os eventos ligados às questões climáticas, em especial, os moradores da zona rural , em especial as comunidades ribeirinhas. Segundo o Observatório do Marajó, desde novembro e dezembro de 2023 e nos primeiros meses de 2024, constatam-se ocorrências de fumaça de queimadas, seca, altas temperaturas, mortes de plantas, peixes e animais e doenças, ou seja as comunidades ribeirinhas sentem seus territórios “queimarem”. É urgente promover projetos de formação voltados às comunidades ribeirinhas com objetivo de discutir, orientar e mobilizar as pessoas para o necessário processo de adaptação diante das emergências climáticas. Contudo, ressalta-se que os saberes tradicionais, oriundos desses grupos, devem ser eixos centrais do processo, pois a sabedoria de quem sabe cuidar da floresta não pode ser negada, silenciada e negligenciada. Para tanto é central o alinhamento de saberes (acadêmico e tradicionais) para o enfrentamento das questões climáticas aliadas à politicas públicas condizentes com os territórios mais vulneráveis. Nessa direção, o Programa Redes de Comunidades Ribeirinhas, vinculado à Faculdade de Serviço Social (UFPA-Campus Breves), em parceria com entidades locais, se propõe a mediar ações extensionistas junto a comunidades ribeirinhas do rio Parauau com foco na promoção de processos educativos críticos sobre adaptação climática antirracista mediante realização de rodas de conversas, oficinas e reuniões de trabalho, além de produção de cartilhas e painéis criativos capazes de problematizar a realidade das crises climáticas e orientar uma postura proativa diante dos seus efeitos em regiões onde a injustiça climática impera sobremaneira.