RIBEIRINHOS E DIREITOS NA FLORESTA: COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO NA LUTA CONTRA O RACISMO CLIMÁTICO
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 4 - Educação de Qualidade
- 10 - Redução das Desigualdades
- 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
- 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
- 14 - Vida na Água
- 15 - Vida Terrestre
Impacto na Amazônia
- Comunidades Tradicionais – Ações com Ribeirinhos
Resumo
Diante dos graves problemas climáticos, o direito à vida digna pressupõe também direito à informação e comunicação. A desinformação crescente sobre as emergências climáticas, que se fortalece com a ausência de transparência e de qualidade da informação, somado à falta de infraestrutura de internet, custa vidas, principalmente em regiões marcadas pela extrema-pobreza. Na Amazônia Marajoara, esse quadro de agudiza por várias razões, dentre elas, a violação de direitos sociais e a desproteção social, deriva daí o entendimento de que a desinformação sobre direitos soma-se ao desconhecimento sobre os problemas das questões climáticas. E as comunidades ribeirinhas como as mais vulnerabilizadas precisam ser as mais bem informadas sobre os efeitos dos eventos climáticos extremos e suas afetações, do contrário, o racismo climático como prática perversa de silenciamento e invisibilidade de grupos mais vulneráveis se perpetua enquanto negação de direitos. É imprescindível que as discussões sobre adaptações climáticas no Brasil cheguem nos territórios de águas e florestas através de processos de informação e comunicação inclusivos de caráter educativo e preventivo, considerando as limitações infraestruturais, sobretudo considerando particularidades como da Amazônia Marajoara, haja vista as ocorrências de fumaça de queimadas, seca de rios e poços artesianos, com seca limitando atividade agrícola e pesca, salinização da água, altas temperaturas em terras e águas, mortes de plantas, peixes e animais e doenças correlatas que vem se espalhando no arquipélago do Marajó em 2023-2024 (OBSERVATÓRIO DO MARAJÓ, 2024).