Comunidades Nômades: Movências e Multilocalidades Espaço-Territoriais para sustentabilidade socioambiental e patrimonial na elaboração de políticas públicas em comunidades tradicionais da Amazônia
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 4 - Educação de Qualidade
- 5 - Igualdade de Gênero
- 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
- 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
Impacto na Amazônia
- Políticas Públicas – Apoio à Formulação
Resumo
As políticas ambientais para e na Amazônia têm se pautado por estereótipos arraigados na cultura e identidade nacionais, e que retratam a região como sendo caracterizada por densas florestas virgens e pelo vazio demográfico. As populações locais são lembradas em imagens estereotipadas do índio primitivo ou de populações tradicionais isoladas em ilhas de preservação, cercadas por fronteiras predatórias de indústrias e agronegócio. Daí que grande parte das atenções se volte para as áreas protegidas, deixando fora vastos territórios urbanos e rurais, de circulação de povos e comunidades tradicionais, das estratégias de pesquisa e da formulação de políticas públicas. Para além dos estereótipos, constata-se que 75% da população da região Norte está urbanizada (Fonte: IBGE, 2015), mas entre populações urbanas e rurais não há relações simplistas de oposição ou isolamento, mas relações complexas de continuidade e complementariedade, em movências constantes e formas seletivas de sociabilidade nas cidades contemporâneas. Este Projeto mira a problemática do nomadismo contemporâneo, que gera novas espacialidades e territorialidades na Amazônia. Nossa hipótese é que essa prática nômade poderá favorecer ações de sustentabilidade socioambiental e patrimonial às comunidades tradicionais, e estimular políticas públicas ciosas de práticas e valores socioculturais locais patrimônio material e imaterial , em antropizações volitivas ou vegetativas no ambiente, que determinam os processos de produção. Metodologicamente se realizará levantamento em fontes primárias e secundárias, que orientarão o recorte do corpus narrativas orais e literárias, discursos diversos, documentos, produções artísticas e manifestações culturais, textos científicos, marcos legais e as pesquisas de campo, privilegiando-se a etnografia, os registros audiovisuais, a história oral, geoprocessamento e dados estatais. As evidências científicas proporcionarão fóruns de discussão entre gestores, pesquisadores e sociedade civil, para a elaboração de agenda para o planejamento, execução, avaliação e retroalimentação de ações de enfrentamento e solução da problemática aventada inicialmente. Esta prática de pesquisa colaborativa será a grande contribuição para aproximar as Humanidades da sociedade brasileira e amazônica.