Grito das Águas e da Terra por crianças amazônidas da Região do Baixo Tocantins (Pará): desde suas gramáticas sociais de pertencimento e de processos identitários étnico-raciais
ODS vinculados
- 4 - Educação de Qualidade
- 10 - Redução das Desigualdades
- 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
- 14 - Vida na Água
- 15 - Vida Terrestre
Resumo
A proposta de pesquisa para o edital Pibic/UFPA/2025 refere-se a um objetivo geral e alguns objetivos específicos. Pretende aprofundar as temáticas que permearam as pesquisas anteriores sobre gramáticas sociais de crianças da Primeira Infância, mas com enfoque não só nas formas de convívio com a natureza amazônica, mas o viver deles em termos de pertencimento e questões identitárias no âmbito dos territórios tradicionais da região do Baixo Tocantins recorrendo a narrativas orais e outras formas de comunicação. Aprofundar focalmente, os contextos da diversidade étnico-racial e regional, buscando dizer da pluralidade das infâncias da região, que também se esbarram em desigualdades estruturais em diferentes territórios. Em decorrência das pesquisas anteriores e do contexto atual de mudanças climáticas, novas questões demandam reflexões mais detidas sobre os aspectos considerados na proposta: a) aprofundar as reflexões sobre o viver amazônico infantil em interface a questões de desigualdades, suas narrativas orais sobre as experiências de vida e a documentação imagética produzida e coletada sobre o viver infantil na Amazônia dessa região; b) retomar as questões da gramática social das crianças com relação ao pertencimento e questões identitárias no tempo presente de desajuste socioambiental, analisando os relatos orais coletados e por outros meios de comunicação. Investigar a condição sociocultural de crianças da Primeira Infância que se misturam, também, a processos de desigualdades educacionais e culturais, como consequência também dos condicionantes da natureza em tempos de mudança climática. O foco serão as atuações desses sujeitos no sentido de pertencimento e identidade amazônida em processos que se pode chamar de endoeducativo ou educação não-escolar, além da escolar, procurando captar processos formativos entre pessoas, adultos e crianças. Outro foco da proposta é analisar metodologicamente as diferentes fontes de pesquisa (orais, imagéticas e digitais) utilizadas, seus conteúdos, especificidades, propósitos e contribuições para a compreensão das Amazônias e amazonidades em curso. Assumimos que investigar a participação e a percepção das crianças acerca do viver na Amazônia e convívio com a natureza por comunidades ribeirinhas e quilombolas poderá fortalecer os vínculos comunitários e ajudar a preservar conhecimentos tradicionais passados entre gerações, ainda, na ideia da participação desses sujeitos na dinâmica da comunidade, reconhecendo-a como sujeito atuante e protagonista de sua história.