Avaliação da Importância do Eletrocardiograma e Ecocardiograma como Exames Complementares no Protocolo Pré-Anestésico Individualizado em Cães e Gatos
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 4 - Educação de Qualidade
- 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura
Resumo
A anestesia veterinária evoluiu com foco na segurança e individualização dos protocolos anestésicos, especialmente em cães e gatos, que apresentam grande variabilidade fisiológica. Tradicionalmente, o protocolo pré-anestésico baseia-se em exame físico e exames laboratoriais, mas isso pode não ser suficiente para detectar alterações cardiovasculares subclínicas. Neste contexto, o eletrocardiograma (ECG) e o ecocardiograma surgem como exames complementares importantes, permitindo a detecção precoce de arritmias e cardiopatias estruturais, mesmo em pacientes sem sinais clínicos aparentes. Estudos indicam que até 20% dos cães e gatos saudáveis podem apresentar alterações detectáveis por ECG, e que alterações ecocardiográficas podem ser encontradas em até 30% dos pacientes, impactando na escolha dos agentes anestésicos e estratégias de monitoramento. O objetivo do estudo é avaliar a importância clínica da realização de ECG e ecocardiograma no protocolo pré-anestésico individualizado em cães e gatos, mesmo na ausência de sinais sugestivos de cardiopatia. Pretende-se identificar alterações subclínicas, avaliar sua frequência em pacientes saudáveis, verificar se há mudança nos protocolos anestésicos em função dos achados e correlacionar esses achados com intercorrências anestésicas intraoperatórias. Será realizado um estudo observacional clínico e prospectivo, com 30 cães e 30 gatos submetidos a procedimentos eletivos no Hospital Veterinário da UFPA. Serão incluídos animais clinicamente estáveis, entre 6 meses e 5 anos de idade, sem sinais clínicos de doenças cardíacas. Os animais passarão por ECG e ecocardiograma antes da anestesia, e os dados obtidos serão utilizados para comparação entre os grupos com e sem alterações cardíacas.