AÇÕES DE PREVENÇÃO DA LEISHMANIOSE VISCERAL E DOENÇA DE CHAGAS EM COMUNIDADES QUILOMBOLAS NO ESTADO DO PARÁ
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
- 4 - Educação de Qualidade
- 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
- 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
- 14 - Vida na Água
- 15 - Vida Terrestre
Impacto na Amazônia
- Comunidades Tradicionais – Ações com Quilombolas
- Mudanças Climáticas – Monitoramento do Clima
Resumo
O Brasil possui aproximadamente 6.000 localidades quilombolas e o estado do Pará detém a maioria das localidades com delimitação oficial, totalizando 75. Essas comunidades possuem uma riqueza cultural, baseada na ancestralidade negra, mas ainda possuem dificuldade ao acesso à saúde e à educação e muitas vezes encontram-se localizadas em áreas de risco para diferentes enfermidades tropicais negligenciadas como a leishmaniose visceral (LV) e a doença de Chagas. Vale ressaltar que a LV ou calazar é uma doença crônica grave, potencialmente fatal para o homem, cuja letalidade pode alcançar 10% quando não se institui o tratamento adequado. Outra enfermidade negligenciada é a Doença de Chaga e no Brasil estima-se que existam entre dois a três milhões de indivíduos infectados. Apesar da LV e da doença de Chagas serem consideradas emergentes e um sério problema de saúde pública na Amazônia brasileira, faz-se necessário a disseminação da informação em saúde para as populações que vivem em áreas de risco para estas enfermidades, assim como mais pesquisas epidemiológicas sobre a ocorrência dos agentes etiológicos, as espécies de triatomíneos vetores e os potenciais hospedeiros nos ambientes silvestres e domésticos, visando o estabelecimento de uma vigilância epidemiológica e de medidas de controle e profilaxia mais eficazes para a região. Portanto, o objetivo geral do projeto é ampliar a divulgação de informações sobre a importância da leishmaniose visceral e doença de Chagas para moradores, agentes de saúde e estudantes de comunidades quilombolas no estado do Pará e contribuir para o estabelecimento do perfil epidemiológico dessas enfermidades nas áreas visitadas por meio do monitoramento da saúde dos cães, gatos e identificação de artrópodes vetores.