INFLUÊNCIA DAS VARIAÇÕES AMBIENTAIS SOBRE A QUALIDADE SEMINAL DE OVINOS CRIADOS EM REGIÃO DE CLIMA TROPICAL ÚMIDO
ODS vinculados
- 2 - Fome Zero e Agricultura Sustentável
Resumo
A ovinocultura brasileira expandiu-se recentemente pela maior demanda e valorização da carne. O efetivo nacional saltou de 19,9 para 21,8 milhões de cabeças (2019-2024), enquanto o Pará detém 284 mil (IBGE, 2024). Esse rebanho reduzido em relação a outros estados demanda melhorias na eficiência produtiva e reprodutiva (Costa, 2014). O clima do Pará é tropical úmido, com médias elevadas de temperatura, umidade e índice pluviométrico. Nessa latitude, a sazonalidade é definida pela pluviosidade, distinguindo-se em períodos mais chuvoso (janeiro-maio), de transição (junho-julho) e menos chuvoso (agosto-dezembro) (Moraes et al., 2005; Portal Amazônia, 2022). Nesse cenário, variações ambientais podem alterar parâmetros fisiológicos e testiculares, refletindo na gametogênese e comportamento reprodutivo (Pinto, 2025). Assim, os animais utilizam mecanismos termorreguladores mensuráveis por meio da frequência cardíaca (FC), respiratória (FR) e temperatura retal (TR), indicadores diretos do estresse térmico (Marai et al., 2007). O exame andrológico quantifica a biometria testicular e aspectos seminais quantitativos e qualitativos. A ultrassonografia identifica alterações que comprometem a fertilidade (De Assis Torres, 2021), enquanto a termografia infravermelha avalia a temperatura escrotal e a termorregulação testicular (Barca et al., 2020). Em bovinos, mudanças ambientais alteram a termorregulação e a espermatogênese (Menegassi et al., 2015). A concentração sérica de testosterona é vital na avaliação reprodutiva, pois relaciona-se ao desenvolvimento testicular, espermatogênese e secreção das glândulas sexuais acessórias (Aguiar et al., 2006). Diante desse contexto, o presente projeto objetiva avaliar a influência das variações climáticas sobre a função reprodutiva de ovinos machos criados em região de clima tropical úmido.