Papilomatose Bovina: tratamentos não convencionais
ODS vinculados
- 2 - Fome Zero e Agricultura Sustentável
Resumo
A papilomatose bovina é uma enfermidade viral causada pelo Bovine papillomavirus (BPV), que compromete a produtividade e o bem-estar de rebanhos leiteiros, especialmente em sistemas de criação intensiva. A infecção resulta na formação de verrugas epiteliais benignas com diferentes morfologias fungiformes, filiformes ou planas distribuídas em diversas regiões do corpo, sendo os tipos planos, comumente localizados no úbere e tetos, os mais refratários ao tratamento. A transmissão ocorre por contato direto ou fômites, favorecida pela elevada resistência ambiental do vírus e pela densidade animal. Apesar da disponibilidade de terapias convencionais, como excisão cirúrgica, crioterapia e vacinas autógenas, essas alternativas apresentam custo elevado, eficácia variável e exigem infraestrutura especializada, o que limita sua aplicabilidade em pequenas e médias propriedades. Nesse contexto, terapias alternativas como a suplementação mineral (zinco, selênio e outros microminerais) e a homeopatia (uso de Thuya occidentalis e Nitric acidum) surgem como opções promissoras, embora ainda pouco estudadas em condições de campo. Este estudo tem como objetivo avaliar comparativamente a eficácia clínica, imunológica e econômica desses dois protocolos terapêuticos não convencionais no controle da papilomatose bovina. Serão selecionados 30 bovinos Girolando com lesões cutâneas típicas, distribuídos aleatoriamente em três grupos: controle, suplementação mineral (administração subcutânea quinzenal por 60 dias) e homeopatia (uso diário por via oral). Os animais serão submetidos a exame clínico, caracterização das lesões, hemograma e bioquímica sérica. A taxa de regressão das lesões, os efeitos adversos e o custo-benefício de cada protocolo serão analisados. Espera-se que os resultados forneçam evidências científicas para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas mais acessíveis e eficazes, contribuindo para o controle da doença, a redução de perdas econômicas e a promoção de sistemas de produção mais sustentáveis, em alinhamento com as diretrizes do Plano Nacional de Sanidade Animal.