Biobanco de animais silvestres
ODS vinculados
- 15 - Vida Terrestre
Impacto na Amazônia
- Biodiversidade e Bioeconomia – Conservação Ambiental
Resumo
Ao longo dos anos, o médico veterinário procura por formas cada vez mais precisas de controlar, tratar e prevenir doenças. Desta forma, este profissional deve lançar mão de ferramentas laboratoriais, as quais são fundamentais para o diagnóstico de determinadas enfermidades. Os resultados dos testes sorológicos ou moleculares, por exemplo, podem fornecer ao médico veterinário valiosas informações sobre as condições e alterações de determinado paciente. Permitindo assim ao profissional, iniciar tratamentos e/ou ações de controle das doenças, associados sempre com os achados clínicos observados na inspeção e exame físico do paciente. Em se tratando de animais silvestres, ferramentas laboratoriais são indispensáveis no que diz respeito à confirmação do diagnóstico, uma vez que, na maioria dos casos, devido à biologia do animal, este mascarará os sintomas. Na fauna silvestre, isso é muito comum, visto que os animais atuam como presas e/ou predadores e, apontar fragilidade (apresentar sintomas), no habitat que vivem pode ser fatal para sua sobrevivência. Assim sendo, as análises laboratoriais confirmam sua importância dentro dos instrumentos utilizados pelo veterinário para o auxílio de sua profissão. Porém, não basta somente executar o serviço, é necessário desempenhá-lo com precisão para não comprometer a confiabilidade dos resultados. Para o diagnóstico das enfermidades que acometem os animais selvagens é imprescindível contar com suporte laboratorial. Para que os resultados dos exames sejam precisos, as amostras biológicas devem ser corretamente colhidas e preservadas (CUBAS, 2014). Quando se trata de amostras para o exame microbiológico, a coleta e o transporte inadequado podem favorecer o desenvolvimento de microrganismos contaminantes, prejudicando o isolamento do agente etiológico e, por consequência, induzindo a um tratamento inadequado (BRASIL, 2004: MADER, 1996). Além disso, segundo Cubas 2014, quando se trata da coleta, do transporte e armazenamento para o diagnóstico molecular, é importante que durante a coleta, sejam respeitadas as regras de biossegurança preconizadas, pois deve-se considerar toda amostra como potencialmente contaminada. Logo, além de prezar pela viabilidade da amostra, é fundamental zelar pela segurança do manipulador da mesma, uma vez que esta pode oferecer-lhe risco à saúde, principalmente quando trabalhamos com a suspeita de agentes zoonóticos. As amostras devem ser rigorosamente identificadas e acompanhadas de formulários de exame preenchidos (SANTOS e CUBAS, 2007). No rótulo da amostra deve constar o nome e a identificação do animal, bem como o tipo de material. Materiais de diferentes origens devem ser acondicionados em frascos separados Materiais de diferentes origens devem ser acondicionados em frascos separados. Até que as amostras sejam enviadas ao laboratório, elas precisam ser refrigeradas em geladeira a uma temperatura de 4 a 8ºC ou em isopor com gelo, sem o contato direto com a amostra (CUBAS, 2014). Para uma conservação mais duradoura e visando um processamento das amostras a longo prazo, como no caso de um banco de amostras, o ideal é que seu acondicionamento seja feito em tubos estéreis e armazenados a uma temperatura de -80ºC. O presente trabalho tem por objetivo, formar um banco de amostras e tecidos biológicos que foram devidamente coletadas e conservadas, para serem processadas frente a diferentes patógenos, sendo alguns de caráter zoonótico.