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Enriquecimento de iogurtes com microalgas: uma proposta nutricional e funcional

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DE CASTANHAL
Subunidade
INSTITUTO DE MEDICINA VETERINARIA - IMV
Coordenador
EMILIA DO SOCORRO CONCEICAO DE LIMA NUNES
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 2 - Fome Zero e Agricultura Sustentável

Resumo

O leite é um alimento de elevado valor nutricional, e dentre os derivados lácteos, o iogurte destaca-se por ser um leite fermentado com culturas simbióticas de bactérias acidas lácticas (Pinto et al., 2011). Que pode ser enriquecido com frutas e outros ingredientes como as microalgas, como suplemento alimentar, o que classifica como um alimento funcional (Nóbrega et al., 2019). Este projeto tem como objetivo desenvolver iogurtes de leite bubalino e bovino saborizados e enriquecidos com microalgas. A proposta visa obter produtos funcionais, que alie propriedades nutricionais aprimoradas a um sabor agradável, proporcionando uma alternativa inovadora para o consumo. Serão preparados cinco litros de iogurte de cada espécie animal, leites provenientes de propriedades leiteiras de Castanhal. Saborizados com suco em pó sabor maracujá e abacaxi e adicionados, com microalgas amarela Honey Chlorella vulgaris e branca White Chlorella vulgaris. O iogurte será processado no laticínio-escola do IFPA/Castanhal, segundo Cerqueira (2014), modificado. A microalga será adicionada no iogurte em diferentes concentrações: A1 (0%), A2 (0,5%), A3 (1,0%) e A4 (1,5%), Microalga White Chlorella vulgaris e da Honey, no iogurte de bovino e Chlorella vulgaris, no iogurte de bubalino. As análises físico-químicas, em triplicata, serão realizadas nos Laboratórios de Nutrição Animal do IMV/UFPA, de Análises Físico-químicas da UEPA e no Laboratório de Análises Físico-químicas do IFPA, todos localizados em Castanhal. Serão determinados: atividade de água, pH, acidez, grau Brix, metodologias da Official Methods of Analysis (AOAC, 1997). E proteína bruta, fibra, umidade e voláteis a 105oC, carboidrato, lipídio e cinza (Instituto Adolfo Lut, 2008). Cor instrumental será realizada ao longo de 28 dias, de acordo com o sistema CIE: luminosidade (L*, A*, B*), tonalidade e cromaticidade (CIE, 2019), no colorímetro Minolta CR 400. As análises microbiológicas serão realizadas no Laboratório de Higiene e Qualidade de Alimentos, do IMV/UFPA/Castanhal, quanto à contagem de Enterobactérias e de fungos, segundo Brasil (2022). O teste sensorial será realizado com 60 provadores não treinados, segundo o Instituto Adolfo Lutz (2008), com testes de aceitação e intenção de compra, por escala hedônica, empregando escala estruturada de nove pontos. O perfil de ácidos graxos será aplicado segundo Nahed et al. (2023), em cromatografia gás-líquido (GLC), no Laboratório de Óleos da Amazônia da UFPA/Belém. A pesquisa seguirá as normas do Comitê de Ética em Pesquisa da Plataforma Brasil. O tratamento estatístico ocorrerá com o emprego da Análise da Variância (ANOVA) e teste de Tukey (5% de probabilidade).