EPIDEMIOLOGIA DAS INFECÇÕES POR AGENTES PARASITÁRIOS E INFECCIOSOS EM ANIMAIS SILVESTRES NO BIOMA AMAZÔNIA, BRASIL
ODS vinculados
- 15 - Vida Terrestre
Impacto na Amazônia
- Biodiversidade e Bioeconomia – Conservação Ambiental
Resumo
A Região Amazônica é considerada uma importante rota do tráfico de animais e os estados da região Norte do Brasil são classificados como fornecedores. Um grande número de animais é resgatado diariamente pelos técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e pela Polícia Ambiental e são conduzidos aos Parques Zoobotânicos, onde são mantidos em quarentena até a reintrodução na natureza ou transporte para criadouros conservacionistas e zoológicos de outras regiões do país. Esses parques ecológicos têm fundamental importância no processo de conservação da biodiversidade, além de ser um espaço de conscientização humana a respeito dos problemas ambientais. Nos estados do Pará, Amapá e Amazonas, a captura ilegal e o tráfico de animais silvestres também ocorrem com freqüência e os Parques Zoobotânicos e/ou os Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) cuidam desses animais apreendidos pelo IBAMA e pela Polícia Ambiental. Dentre os vários problemas sanitários que afetam os animais silvestres, as enfermidades infecciosas e parasitárias estão entre as mais frequentes, podendo causar desde infecções subclínicas até a morte, principalmente em casos de alta-densidade populacional. Essas enfermidades podem interferir ainda no comportamento e no desenvolvimento das diferentes espécies animais, principalmente daquelas capturadas ilegalmente que, em decorrência do estresse e do manejo inadequado podem ser acometidas também por infecções secundárias, prejudicando a perpetuação da espécie. No Brasil, ainda são incipientes os estudos sobre os agentes infecciosos e parasitários que infectam os animais silvestres, principalmente na região Amazônica. Sabe-se que algumas espécies de animais silvestres podem atuar como reservatórios de agentes zoonóticos como Plasmodium spp., Leishmania spp., Trypanosoma cruzi e Histoplasma capsulatum, além de albergarem outros agentes etiológicos como Babesia spp., Theileria sp., Ehrlichia spp., Anaplasma spp., Mycoplasma spp., Hepatozoon spp.; Cytauxzoon spp. e Trypanosoma evansi. Na região Amazônica brasileira faz-se necessário estudo para a identificação dos agentes infecciosos e parasitários que acometem os animais silvestres e a compreensão da relação agente etiológico-hospedeiro, com o intuito de auxiliar na prevenção de enfermidades e disponibilizar informações importantes para a conservação destas espécies hospedeiras na região. Portanto, o projeto tem por objetivo realizar estudos epidemiológicos sobre as infecções por agentes infecciosos e parasitários em animais silvestres de vida livre e cativos em Parques Zoobotânicos e mantenedores legalizados de diferentes regiões da Amazônia brasileira.