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Técnicas de Controle de Potência e Alocação de Recursos Eficiente Para Redes Móveis 6G Baseadas em MIMO Massivo Distribuído

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DE CASTANHAL
Subunidade
FACULDADE DE ENGENHARIA DE COMPUTACAO - CASTANHAL
Coordenador
DIOGO LOBATO ACATAUASSU NUNES
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura

Resumo

As redes móveis estão evoluindo rapidamente para atender às demandas de novos serviços digitais, como realidade estendida, internet tátil, cidades inteligentes e aplicações industriais baseadas em sistemas ciber-físicos. Nesse contexto, as redes de sexta geração (6G) deverão oferecer taxas de dados significativamente mais elevadas, maior confiabilidade, menor latência e suporte a um número massivo de dispositivos conectados. Para atender a esses requisitos, diversas tecnologias têm sido investigadas, entre as quais se destaca a arquitetura de MIMO massivo distribuído, ou cell-free massive MIMO. Diferentemente das redes celulares tradicionais, nas quais cada usuário é atendido por uma estação base específica dentro de uma célula, as redes cell-free massive MIMO são compostas por um grande número de pontos de acesso distribuídos (Access Points – APs) conectados a uma unidade central de processamento (Central Processing Unit – CPU). Esses pontos de acesso cooperam entre si para atender simultaneamente todos os equipamentos de usuário (User Equipment – UE) presentes na área de cobertura. A CPU é responsável pela coordenação das transmissões, processamento de sinais e gerenciamento dos recursos de rede. Nessa arquitetura, os APs são distribuídos geograficamente ao longo da área de cobertura e operam de forma cooperativa, formando um sistema massivo de antenas distribuídas. Tal estrutura permite explorar de forma eficiente a diversidade espacial presente no ambiente de propagação, proporcionando ganhos significativos de macrodiversidade. Entre os principais benefícios da arquitetura cell-free massive MIMO destaca-se a melhoria da uniformidade da eficiência espectral experimentada pelos usuários. Em redes celulares convencionais, usuários localizados próximos às bordas das células geralmente sofrem com altos níveis de interferência intercelular e menor qualidade de sinal. No paradigma cell-free, essa limitação é mitigada, uma vez que os usuários podem ser atendidos simultaneamente por múltiplos pontos de acesso distribuídos, reduzindo os efeitos associados às chamadas interferências de borda de célula. Além disso, a cooperação entre múltiplos APs permite aumentar a confiabilidade das transmissões e melhorar a cobertura da rede, especialmente em ambientes densos ou em cenários com forte atenuação do sinal. Como consequência, a arquitetura de MIMO massivo distribuído apresenta grande potencial para suportar os requisitos de desempenho das futuras redes 6G, especialmente em termos de eficiência espectral, robustez de comunicação e qualidade de serviço uniforme entre usuários. Devido a essas características, o cell-free massive MIMO tem sido amplamente investigado pela comunidade científica como uma possível evolução das arquiteturas celulares atuais, representando um paradigma promissor para os sistemas de comunicação sem fio de próxima geração.