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Mangues da Amazônia

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DE BRAGANCA
Subunidade
POS-GRADUACAO EM BIOLOGIA AMBIENTAL - BRAGANCA
Coordenador
MARCUS EMANUEL BARRONCAS FERNANDES
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 14 - Vida na Água

Impacto na Amazônia

  • Biodiversidade e Bioeconomia – Conservação Ambiental

Resumo

O projeto “Mangues da Amazônia” tem por finalidade a recuperação e conservação de manguezais na Reserva Extrativista Marinha (RESEX Mar) Araí-Peroba, em Augusto Corrêa; RESEX Mar Caeté Taperaçu, em Bragança e RESEX Mar Tracuateua, em Tracuateua, na costa nordeste do Estado do Pará, com ênfase i) na recuperação de áreas degradadas de manguezal, em função do seu alto poder de sequestro de carbono e redução das emissões de gases de efeito estufa e ii) na recuperação de espécies-chave desse ecossistema sobreexplotadas como o mangue branco (Laguncularia racemosa) e “quase ameaçadas”, como o caranguejo-uçá (Ucides cordatus), subsidiando a elaboração de ações e medidas para a conservação e uso sustentável dessas espécies. A presente proposta busca envolver os diferentes grupos sociais das comunidades tradicionais do entorno e dentro das unidades de conservação no desenvolvimento do projeto, considerando seus moradores como o público-alvo no contexto educativo. Como estratégia, as áreas onde o projeto vai fixar base para atuação foi selecionada uma comunidade-pólo em cada município-alvo (Araí, em Augusto Corrêa; Tamatateua, em Bragança; Nanã, em Tracuateua). Para o melhor entendimento da estratégia de ação do projeto, todas as atividades foram norteadas por quatro eixos principais: (1) Pesquisa Técnico-Científica sobre Ecologia de Manguezal – no intuito de aprimorar o conhecimento sobre as áreas de manguezal, através da caracterização estrutural da floresta e distribuição espacial das espécies de mangue e do caranguejo-uçá nos manguezais das RESEX Mar, além das de cararacterizar a anatomia, a química e a físico-mecânica da madeira do mangue e verificar a bioacumulação de metais no caranguejo-uçá ; (2) Manejo Participativo – através do mapeamento de áreas sobreexplotadas, como as zonas de corte de madeira e extração de caranguejo-uçá; da produção de mudas e replantio das espécies arbóreas de mangue e o monitoramento da recolonização dos caranguejos nas áreas replantadas. Tais atividades serão realizadas conjuntamente com os extrativistas locais, sendo importante o conhecimento tradicional para a determinação de áreas e discussão de resultados das pesquisas, tendo em vista as demandas desses resultados para os conselhos gestores de cada uma das três unidades de conservação; (3) Educação Ambiental – esse eixo tem o intuito de facilitar a interação dos demais eixos através de atividades junto aos diferentes grupos sociais das comunidades-alvo, principalmente a população infantil: i) sistematizando os conhecimentos técnico-científicos e tradicionais sobre os manguezais tornando-os acessíveis para todos; ii) abordando aspectos socioculturais relacionadas às ações/atividades do projeto; iii) divulgando via diferentes formatos informações referentes aos manguezais no âmbito das escolas e comunidades, garantindo e facilitando a interlocução do projeto com o público-alvo através das estratégias traçadas no plano de comunicação social, enfatizando as diferentes linhas de atuação e seus escopos relacionados ao diversos aspectos do ecossistema manguezal; (iv) promovendo o desenvolvimento socioambiental das comunidades tradicionais nas áreas de atuação do projeto, através da capacitação e formação da rede comunitária “Protetores do Mangue”, pescadores voluntários aptos a atuarem como parceiros no monitoramento e manutenção das atividades de pesquisa e manejo, com o propósito de se tornarem agentes multiplicadores; (4) “Clube da Ciências”, o qual vai despertar o olhar curioso em crianças das comunidades, incentivando o interesse acadêmico e sensibilizando a nova geração para as questões socioambientais, tornando-os potenciais parceiros na conservação e uso sustentável dos recursos dos manguezais. A Casa do Mangue poderá exercer atividades com potencial turístico nesse ecossistema, além de promover a sustentabilidade do projeto e apoiar as demandas de responsabilidade social junto à academia e governança em diversas escalas, estimulando a culturalidade e o desenvolvimento socioeconômico e ambiental dos extrativistas estuarino-costeiros, a chamada “civilização do mangue”.