Educação Linguística e Formação de Professoras/es de Línguas nas Perspectivas Críticas e Decoloniais
ODS vinculados
- 4 - Educação de Qualidade
- 10 - Redução das Desigualdades
Resumo
Neste projeto de pesquisa, proponho discutir e entrelaçar ontoepistemologias críticas e decoloniais, visando propor uma educação linguística e uma formação de professoras/es que sejam sensíveis às demandas locais, comprometidas com a justiça social e atentas às práticas corporificadas das/os envolvidos nesse processo. Seguindo essa linha de pensamento, baseio-me em reflexões teórico-acadêmicas presentes na Linguística Aplicada Crítica (Almeida, 2017; Duboc, 2012; Moita Lopes, 2006a, 2006b; Pennycook, 2001, 2004, 2012, 2021; Pessoa; Urzêda-Freitas, 2012; Pessoa, 2014; Urzêda-Freitas, 2012) e na Decolonialidade (Almeida, 2023; Ballestrin, 2013; Bernardino-Costa; Grosfoguel, 2016; Borelli, 2018; Grosfoguel, 2010; Kumaradivelu, 2014; Lugones, 2020; Maldonado-Torres, 2007; Mignolo, 2021 [2009]; Pessoa, Silvestre, Borelli, 2019; Quijano, 2007; Rosa-da-Silva, 2021; Silvestre, 2017; Urzêda-Freitas, 2018; Walsh, 2007, 2013), visando uma interseção entre as rupturas e redescrições que essas frentes ontoepistêmicas propõem para a academia, para a educação linguística em língua inglesa e para a formação de professoras/es de línguas. Em termos metodológicos, este trabalho utilizará os princípios da pesquisa qualitativa (Denzin & Lincoln, 2013; Moita Lopes, 1994), juntamente com os referenciais da pesquisa-formação colaborativa e crítica (Silvestre, 2017), e metodologias decoloniais desenvolvidas na e para a América Latina (Dulci & Malheiros, 2021). Ao longo do próximo ano, minhas/meus orientandas/os e eu realizaremos subprojetos em diferentes contextos de sala de aula, seja da educação básica, do ensino superior ou de cursos de línguas. De maneira geral, nosso trabalho estará voltado para a identificação, questionamento e interrupção de discursos coloniais que acabam por perpetuar desigualdades sociais. Faremos isso a partir da análise, criação e implementação de materiais didáticos que valorizem corpovivências (Almeida, 2023) não brancas, antipatriarcais, antirracistas, antisexistas, antiheteronormativas, anticapitalistas e antieurocêntricas, reconhecendo-as como essenciais para a construção de práticas educacionais mais críticas e decoloniais.