← Voltar

A MULHER-PAJÉ E A COSMOPOLÍTICA FEMININA NAS RELAÇÕES ENTRE NEGROS E INDÍGENAS ENTRE O PARÁ E O MARANHÃO

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DE BRAGANCA
Subunidade
FACULDADE DE HISTORIA - BRAGANCA
Coordenador
VANDERLUCIA DA SILVA PONTE
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 5 - Igualdade de Gênero

Resumo

A partir das interações históricas entre negros e indígenas na região do Gurupi e do Guamá, este projeto busca compreender as dinâmicas da pajelança, com ênfase nas cosmopolíticas nativas das mulheres. Ao produzirem seus corpos, promoverem a cura e tratarem as doenças, essas mulheres assumem uma importante dimensão política, evidenciando formas próprias de produção do gênero na Amazônia. A região, situada na fronteira entre o Pará e o Maranhão, é habitada pelos povos Awá-Guajá, Guajajara, Ka'apor e Tembé, sendo este último o foco principal da pesquisa. Os Tembé mantêm relações históricas de interação com os quilombolas do Gurupi e do Guamá, cujas dimensões sociais, econômicas e políticas vêm sendo demonstradas por estudos como os de Flávio Gomes (2015) e Edna Castro (2006), que remontam ao século XVIII. Conhecida como Mosaico Gurupi, essa área integra uma das regiões mais desmatadas da Amazônia brasileira e é marcada por intensos conflitos fundiários e pela disputa em torno dos recursos florestais. Nesse contexto, o estudo enfatiza a dimensão política das mulheres indígenas e quilombolas, investigando como suas práticas de cura, relações e saberes xamânicos constituem formas de defesa da T/terra (Coêlho de Souza, 2017).