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Passados-Presentes em Bragança: vestígios de memória e tradições ceramistas em Vila-Que-Era

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DE BRAGANCA
Subunidade
-
Coordenador
ELIANE CRISTINA SOARES CHARLET
Período
a
Grupo
Extensão

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 5 - Igualdade de Gênero
  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis
  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
  • 14 - Vida na Água
  • 15 - Vida Terrestre

Impacto na Amazônia

  • Políticas Públicas – Apoio à Formulação

Resumo

O projeto busca dimensionar o passado profundo da Amazônia Atlântica a partir de referências que envolvem Arqueologia, História, Memória e Educação Patrimonial junto às comunidades tradicionais da região bragantina, nordeste do estado do Pará. Um passado que também se desdobra (e se atualiza) no tempo presente através de um conjunto de saberes e práticas culturais, transmitidos intergeracionalmente, que se materializam nos processos de fabricação de cerâmicas nas comunidades da Vila-Que-Era e Fazendinha. A tradição ceramista é uma marca/legado de passados ancestrais que ainda persistem no presente, seja por meio de vestígios arqueológicos encontrados no território dessas comunidades, seja através da própria cultura material e imaterial que caracteriza uma manutenção dessa tradição na atualidade, sobretudo a partir do trabalho de mulheres ceramistas. Portanto, as cerâmicas (arqueológicas e contemporâneas) são instrumento de uma aprendizagem ancestral que molda identidades locais e reafirma sentidos culturais e suas territorialidades nessas comunidades tradicionais. O trabalho dialógico com essas dimensões concretas da vida social possibilita descentralizar e pluralizar o conhecimento a partir da escuta sensível dessas comunidades, auxiliando inclusive na construção de políticas públicas que contemplem a sua realidade local. Diante disso, o projeto concentra suas atividades em torno dos modos de vida e produção na Vila-Que-Era e Fazendinha, que envolvem os saberes da argila, os fazeres cerâmicos e seus sentidos históricos, para desenvolver propostas e ações interculturais que fortaleçam essas comunidades, seus patrimônios locais e práticas produtivas, e que reforcem o papel da Universidade na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva, igualitária e sustentável.