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AS INFÂNCIAS DE CRIANÇAS NEGRAS EM ESCOLAS DA AMAZÔNIA PARAENSE

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DE BRAGANCA
Subunidade
FACULDADE DE EDUCACAO - BRAGANCA
Coordenador
ANA PAULA VIEIRA E SOUZA
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 10 - Redução das Desigualdades

Resumo

O Projeto de Pesquisa “As Infâncias de Crianças Negras em Escolas da Amazônia paraense”, objetiva escutar crianças pretas e pardas sobre o ciclo de violências do racismo no contexto escolar do Ensino Fundamental Anos Iniciais. O racismo é crime e é estruturado na sociedade de classes, e, de acordo com o grupo de pesquisadoras do Geledés (2025) as infâncias negras representam a pluralidade de vivências de crianças pretas e pardas, como categoria social marcada pela resistência, ancestralidade e pelo combate cotidiano ao racismo estrutural. Pesquisadoras brasileiras das infâncias negras (pretas e pardas) como Bento, Nunes, Corrêa e Santos tem problematizado o lugar das infâncias pretas e pardas nas pesquisas científicas. Nesse sentido, faz-se necessário pesquisar com crianças negras visando favorecer a sua participação de como se sentem no espaço escolar em relação a discriminação racial pela cor da pele, do cabelo e do gênero feminino. Esta proposta de pesquisa da Iniciação Científica sobre as infâncias de crianças pretas e pardas resulta das pesquisas desenvolvidas com crianças matriculadas em Escolas Quilombolas da rede municipal de Bragança, Tracuateua e Tucuruí integradas as atividades e ações da Linha Trabalho, Infâncias e Relações Étnico-Raciais do Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro-brasileiro (NEAB/NEAFRO), Grupo de Estudo e Pesquisa sobre Trabalho e Educação (GEPTE) vinculadas ao Programa de Pós-Graduação em Linguagens e Saberes na Amazônia, que apontam a presença do racismo na vida da criança preta e parda, principalmente, das meninas. As meninas são recorrentemente xingadas, apelidas pelos meninos no contexto escolar. Palavras-chave: Infâncias negras. Crianças pretas e pardas. Racismo. Discriminação racial. Violência de gênero. Escolas. Amazônia paraense.