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URBANIZAÇÃO, FRAGMENTAÇÃO E PRÁTICAS ESPACIAIS: análises e proposições para ações públicas no espaço metropolitano de Belém-PA

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DE ANANINDEUA
Subunidade
FACULDADE DE GEOGRAFIA - ANANINDEUA
Coordenador
JOVENILDO CARDOSO RODRIGUES
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis

Resumo

O território brasileiro vem passando por intensas e aceleradas transformações no início do século XXI. Tais transformações encontram-se vinculadas a “urbanização planetária”, cujas manifestações processuais revelam-se na dimensão política, econômica e espacial, (mas não apenas) a partir de governanças urbanas, da “financeirização urbana”, da fragmentação socioespacial e do consumo desigual no/do espaço. Na escala das cidades metropolitanas amazônicas, o urbanismo fragmentador empreendido por gestões urbanas ultra-neoliberais, o avanço de novos agentes econômicos, em articulação com as finanças nacionais e globais se tentacularizaram em “Territórios-zona e Territórios-rede”, a partir de estratégias, lógicas e práticas de consumo capitalista do espaço, contribuindo para uma tendência de urbanização difusa e produção de “cidades fragmentadas”, bem como, pela reconfiguração de práticas espaciais desiguais de consumo e para uma condição de precarização da habitação e da mobilidade urbana. Diante disso, o presente projeto objetiva analisar os efeitos da Urbanização, da Fragmentação e das Práticas Espaciais do habitar, da mobilidade e do consumo, na segunda década do século XXI. A hipótese levantada é de que a metropolização de Belém, como expressão e resultado da urbanização contemporânea, associada ao urbanismo fragmentador de gestões neoliberais, à expansão de múltiplos centro e diversas centralidades urbanas, ao avanço de um processo de financeirização da cidade, com expansão do capital comercial, especulação imobiliária, crescimento demográfico acelerado do espaço metropolitano de Belém, vem contribuindo para a fragmentação socioespacial.