← Voltar

Uso e Cobertura do Solo em Área de Preservação Permanente (APP): o caso da sub-bacia do rio Maguari-açu/PA

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DE ANANINDEUA
Subunidade
FACULDADE DE GEOGRAFIA - ANANINDEUA
Coordenador
ERNEIDA COELHO DE ARAUJO
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 6 - Água Potável e Saneamento
  • 15 - Vida Terrestre

Impacto na Amazônia

  • Biodiversidade e Bioeconomia – Meio Ambiente

Resumo

A cidade de Ananindeua-PA, assim como outras cidades da região Amazônica, é contornada por ilhas e rios que compõem o aspecto ambiental da região(Mesquita et al., 2024), e a sub-bacia do rio maguari-açu, objeto deste estudo, enfrenta mudanças que comprometem a sua dinâmica. Com uma área de 23,88 km², a sub-bacia do Maguari-Açu é intensamente urbanizada e corresponde a cerca de 34% dos 67 km² de espaço urbanizado do município de Ananindeua, é importante ressalta-se que a construção da via marginal chamada de Radial Norte ocasionou a supressão de áreas extensas de mata ciliar para a implantação da obra, cabe salientar que tal supressão vegetal contraria o Código Florestal Brasileiro, pois as áreas vegetadas situadas no entorno de cursos d’água são vistos como fundamentais para a preservação e conservação dos recursos naturais e do o fluxo gênico da fauna e flora, sendo classificadas de acordo com o Código Florestal Brasileiro (Lei Federal nº 12.651/12) como áreas de preservação permanentes (APPs). Entretanto existe atualmente um desafio acerca de como tais recursos têm sido utilizados; e na crescente demanda por água oriunda do desenvolvimento populacional e econômico das cidades, aliada à exploração e degradação do solo associado ao desmatamento em matas ciliares em áreas de preservação permanente (APP’S) e ocupação desordenada tem impactos diretos nas sub bacias hidrográficas. Na metodologia utilizar-se-á Visitas in loco para os registros dos impactos ambientais, e para a delimitação da sub-bacia hidrográfica do rio Maguari-açú será utilizado como base o modelo digital de elevação disponibilizado pela plataforma TOPODATA (Banco de Dados Geomorfométricos do Brasil) administrada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE que utiliza como base os dados da Shuttle Radar Topography Mission (SRTM), com resolução espacial de 30 metros, serão processados em ambiente de Sistemas de Informações Geográficas – SIG’s através de algoritmo para delimitação automática de bacias hidrográficas no software Quantum gis, com auxílio de da extensão Geographic Resources Analysis Support System (GRASS). Da classificação de uso e cobertura do solo: Será utilizado os dados da plataforma MapBiomas para a coleta de das séries anuais (espaço temporal de 14) compreendo o período 2010 a 2024 com janelas temporais de 2 anos (MAPBIOMAS, 2025), e posterior elaboração dos mapas de uso e ocupação do solo. As taxas anuais são estimadas a partir dos incrementos de desmatamento identificados em cada imagem de satélite que cobre a Amazônia Legal. (MAPBIOMAS, 2025, PRODES, 2025).