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PROJETO METROPOLE EDUCAÇÃO: Territórios Sensíveis: o uso de mapas táteis, maquetes e novas tecnologias no ensino de Geografia na Educação Básica

Unidade
CAMPUS UNIVERSITARIO DE ANANINDEUA
Subunidade
FACULDADE DE GEOGRAFIA - ANANINDEUA
Coordenador
ENILSON DA SILVA SOUSA
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 4 - Educação de Qualidade
  • 10 - Redução das Desigualdades

Resumo

O projeto de pesquisa “Metrópole Educação: Territórios Sensíveis” propõe investigar o uso de mapas táteis, maquetes topográficas e novas tecnologias geoespaciais como ferramentas didáticas inovadoras no ensino de Geografia na Educação Básica, com foco na promoção da acessibilidade, da inclusão e da valorização dos territórios locais. Fundamentado em uma perspectiva crítica e democrática da educação, o projeto parte do reconhecimento de que o ensino de Geografia – especialmente no que tange à Geografia Física – requer abordagens metodológicas que articulem teoria, prática e sensibilidade espacial para desenvolver competências cognitivas e socioemocionais nos estudantes. A proposta surge diante da constatação de que muitos estudantes, em especial aqueles com deficiência visual ou com diferentes estilos de aprendizagem, enfrentam barreiras significativas no acesso aos conteúdos geográficos, seja pela ausência de recursos didáticos acessíveis, seja pela limitação das práticas pedagógicas convencionais. Inspirado em autores como Oliveira e Silva (2018), Milton Santos e Paulo Freire, o projeto assume que a aprendizagem geográfica pode ser potencializada por experiências multissensoriais, capazes de articular o corpo, o território e o conhecimento em um processo dialógico e emancipador. A iniciativa também se ancora na legislação educacional brasileira, como a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC/2018), que estabelecem a obrigatoriedade da adoção de práticas inclusivas e metodologias ativas nos currículos escolares. Nesse sentido, o projeto tem como objetivo principal desenvolver, aplicar e avaliar estratégias pedagógicas baseadas em mapas táteis, maquetes e recursos digitais (como modelagem 3D e geovisualização) em escolas públicas do município de Ananindeua-PA, território emblemático da Região Metropolitana de Belém, marcado por intensas transformações socioambientais. Com base em uma abordagem qualitativa e na pesquisa-ação, o estudo será realizado em quatro etapas: diagnóstico das necessidades pedagógicas; elaboração de materiais acessíveis; implementação em escolas públicas com oficinas educativas; e sistematização dos resultados. Espera-se, com isso, não apenas ampliar o repertório metodológico dos professores de Geografia, mas também estimular o vínculo dos estudantes com seus territórios, promover a justiça socioambiental e consolidar práticas pedagógicas inclusivas e comprometidas com a realidade amazônica. O projeto também contribui com o debate acadêmico sobre o papel da cartografia inclusiva e da tecnologia na educação geográfica contemporânea, articulando conceitos como território vivido, multissensorialidade e pedagogia do lugar. Ao valorizar o “tocar o território” como forma de conhecer, o “Territórios Sensíveis” pretende influenciar políticas educacionais, fortalecer a formação docente e reafirmar o papel da escola como espaço de transformação social, cultural e ambiental.