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EFEITOS DO PACLITAXEL CONJUGADO A NANOPARTÍCULAS LIPÍDICAS EM NEOPLASIAS INTRACRANIANAS NA FASE DE RECIDIVA

Unidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARA
Subunidade
INSTITUTO DE CIENCIAS MEDICAS
Coordenador
EDMUNDO LUIS RODRIGUES PEREIRA
Período
- a -
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar

Resumo

O projeto de investigação terapêutica aqui proposto é uma extensão dos trabalhos pioneiros levados a efeito pelo Dr. Raul Cavalcante Maranhão, Diretor do Laboratório de Metabolismo Lipídico do Instituto do Coração (InCor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e atual Professor Pesquisador Sênior da Disciplina de Cardiopneumologia dessas instituições na área de NANOTECNOLOGIA, NANOMEDICINA e TERAPIA ALVO, que idealizou e desenvolveu nanopartícula lipídica – conhecida com o acrônimo de "LDE" -, dotada de estrutura análoga a LDL (Low-density lipoprotein) nativa, a nanopartícula responsável pelo transporte do colesterol pela corrente sanguínea até as células, onde se liga a receptores de membrana específicos (rLDL) e é internalizada via endocitose, liberando então o colesterol no citoplasma da célula, onde o mesmo servirá de substrato para o metabolismo energético, construção de novas membranas celulares e manutenção da homeostase. Desde 1986 a LDE tem sido investigada como veículo para substâncias farmacologicamente ativas, sob a forma de nanoemulsão, existindo todo um corpo de evidências demonstrando a REDUÇÃO DA TOXICIDADE de vários agentes anti-inflamatórios – dentre os quais se destaca o Metotrexato (MTX) – e com agentes antiproliferativos – como o Paclitaxel (PTX), cujo notável poder antineoplásico só é superado pelos efeitos tóxicos sobre alguns órgãos e sistemas vitais para a sobrevivência humana. Portanto, o principal objetivo do presente PROJETO DE INVESTIGAÇÃO TERAPÊUTICA é reproduzir resultados prévios acerca de eficácia e virtual ausência de efeitos adversos do agente PACLITAXEL (PTX) quando o mesmo é conjugado a LDE em PACIENTES PORTADORES DE NEOPLASIAS INTRACRANIANAS MALIGNAS NA FASE DE RECORRÊNCIA, DA DOENÇA, isto é, quando ocorre recidiva da neoplasia apesar dos tratamentos protocolares classicamente utilizados, momento em que, até a presente data, não há um consenso acerca do melhor protocolo de tratamento capaz de controlar ou conter a evolução tumoral sem acarretar toxicidade significativa ou até mesmo acelerar o êxito letal.