A PREVALÊNCIA DO HPV EM PACIENTES COM HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA E CÂNCER DE PRÓSTATA NA REGIÃO NORTE DO BRASIL
Impacto na Amazônia
- Comunidades Tradicionais – Ações com Povos Indígenas ou Originários
Resumo
O câncer de próstata é o quinto tipo de câncer mais comum ao redor do mundo e o segundo tipo mais prevalente a afligir o homem. De acordo com as pesquisas desenvolvidas nas últimas décadas, alguns aspectos que podem aumentar o risco de adquirir o câncer prostático são: (i) homens maiores de 50 anos; (ii) mutações genéticas; (iii) etnias diversas; e (iv) infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)(SILVESTRE et al., 2009). Com relação às ISTs, as ocasionadas por vírus chamam a atenção, em particular a infecção causada pelo HPV, que já se sabe é o agente etiológico do câncer de colo uterino, principalmente os ditos de alto risco. A associação com o câncer de próstata ainda não está bem estabelecida, e os estudo são controversos. Sendo assim, este estudo pretende avaliar a prevalência do HPV em câncer de próstata e hiperplasia prostática, em associação à resposta inflamatória local e o estado físico do HPV na célula (epissomal ou integrado). Para isso, serão coletadas biópsias de tecido prostático, e dessas amostras serão extraídos DNA e RNA. Como o DNA será detectado a presença do HPV por PCR, utlizanso o kit GoTaq Green e os primers My9/11 e GP5/6. Os subtipos HPV 6, 11, 16, 18, 31, 33, 35, 52 e 58 serão detectados nas amostras positivas para HPV utilizando qPCR com o kit qPCR probe master mix da Promega e sondas específicas para cada subtipo. A resposta imunológica será avaliada por qPCR com primers específicos para as citocinas e fatores de transcrição das respostas Th1, Th2, Th9 Th17, Th22 e Treg, utilizando o kit qPCR master mix da Promega. Também será quantificada a expressão das oncoproteínas do HPV E2 e E6 para avaliar o estado físico do HPV na célula (epissomal ou integrado).