A eficácia da atividade física no tratamento da Síndrome da Taquicardia Ortostática Postural (POTS): Uma Revisão Sistemática e Meta-análise
ODS vinculados
- 5 - Igualdade de Gênero
- 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
- 14 - Vida na Água
- 15 - Vida Terrestre
Resumo
A Síndrome da Taquicardia Postural Ortostática (POTS) é uma condição crônica que pode afetar significativamente a qualidade de vida, o bem-estar e a cognição dos pacientes afetados (MATHIAS et al., 2012). A principal característica do POTS é um aumento sustentado da frequência cardíaca de 30 bpm ou mais em adultos (140 bpm se tiver 20 anos) ou FC 120 bpm nos primeiros 10 minutos após assumir uma postura ereta, sem hipotensão ortostática clássica. Os sintomas mais comuns dessa síndrome incluem tonturas, palpitações, tremores, fraqueza, visão turva, intolerância à atividade física, fadiga e, em alguns casos, síncope. O POTS geralmente começa na infância ou no início da idade adulta, e mais de 75% dos indivíduos afetados são mulheres (SHELDON et al., 2015). A intolerância à atividade física e o descondicionamento estão visivelmente presentes na vida dos indivíduos que vivem com POTS. Devido a esses fatores, aliados ao intenso desconforto associado à atividade física, um número significativo de pacientes com POTS acaba evitando o exercício. A restrição da atividade física nesses pacientes em um esforço para melhorar a sintomatologia pode piorar o quadro, reduzindo a carga de trabalho miocárdica e causando remodelamento ventricular como consequência dessa forma são privados de uma prática benéfica a sua condição. O objetivo dos autores é produzir uma revisão sistemática com meta-análise sobre a eficácia do exercício físico no tratamento da POTS.