← Voltar

AVALIAÇÃO CARDIOVASCULAR EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES PORTADORES DE DOENÇA DE CHAGAS

Unidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARA
Subunidade
INSTITUTO DE CIENCIAS MEDICAS
Coordenador
KELLEN FREITAS SILVA DE ALMEIDA
Período
2024-09-01 a 2025-08-31
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 3 - Saúde e Bem-Estar
  • 13 - Ação Contra a Mudança Global do Clima
  • 14 - Vida na Água
  • 15 - Vida Terrestre

Resumo

A doença de chagas apresenta grande incidência e prevalência na região da Amazônia legal, englobando o Brasil e outro países da América do Sul. No Brasil, destaca-se o Estado do Pará, com cerca de 700 indivíduos acometidos, 32% relacionado a faixa etária de 0 - 14 anos. A doença de Chagas é transmitida por transfusão de sangue, transplante de órgãos, ingestão de alimentos contaminados e durante a gestação da mãe para o recém-nascido. A conclusão diagnóstica de doença de Chagas é obtida através de história clínica sugestiva de contato e dois ou mais testes sorológicos específicos positivos. A doença de Chagas evolui em duas fases: aguda e crônica. A fase aguda, comumente, manifesta-se como uma síndrome febril autolimitada, com duração média de 2 a 8 semanas e manifestações clínicas em menos de 1% dos pacientes. Na fase crônica, aproximadamente metade dos casos permanece na forma indeterminada, que possui baixa morbidade e bom prognóstico, enquanto a outra metade evolui para a forma crônica, com comprometimento cardíaco e/ou digestivo após 10 a 30 anos da infecção inicial. A forma cardíaca é a manifestação mais frequente e grave da doença de Chagas em sua fase crônica, com relevante morbidade e mortalidade, sendo a principal causa de cardiomiopatia não isquêmica na América Latina. As alterações miocárdicas na fase crônica são variáveis, desde formas leves, como os aneurismas digitiformes apicais e alterações da função diastólica do ventrículo esquerdo (VE), ou mesmo alterações graves como dilatações importantes das câmaras cardíacas com grave disfunção sistólica. Devido a essa evolução no comprometimento cardiovascular da população adulta e ao fato de existirem poucos estudos deste acometimento cardíaco na faixa etária pediátrica dos pacientes acometido com a Doença de Chagas faz-se necessário o seguimento clínico com a cardiologia pediátrica.