Avaliação de plantas da Amazônia oriental com potencial psicoativo em testes comportamentais com zebrafish
ODS vinculados
- 3 - Saúde e Bem-Estar
Impacto na Amazônia
- Biodiversidade e Bioeconomia – Cadeias Produtivas
Resumo
O conhecimento sobre a flora amazônica, em especial seus usos potenciais, ainda é parco, o que faz com que o potencial psicoativo dessa flora ainda seja amplamente desconhecido. Entretanto, a necessidade de descoberta de novos psicofármacos é alta, considerando-se a alta prevalência de transtornos mentais, em especial associados a depressão e ansiedade. Por isso, a aplicação interdisciplinar de conhecimentos provenientes de várias áreas - da etnobotânica à toxicologia, das neurociências à farmacologia comportamental - é fundamental para acessar esse enorme campo de possibilidades. Propomos avaliar, através de ensaios comportamentais em zebrafish relevantes para a psicofarmacologia, os efeitos tipo-ansiolítico e anti-estresse de extratos produzidos a partir de plantas da Amazônia oriental, selecionadas a partir de quimiotaxonomia. Como a presença de compostos fenólicos, em especial dos flavonóides, é uma característica compartilhada por plantas de uso tradicional no Brasil com efeito potencialmente ansiolítico, será dada preferência a espécies pouco estudadas, com predominância de terpenos e fenóis, nativas, e com ocorrência natural na região do Sudeste do Pará. A estratégia quimiotaxonômica deve aumentar, portanto, a probabilidade de encontrar plantas com potencial ansiolítico. Além dos testes comportamentais associados à ansiedade e trauma, também será avaliado o potencial de indução de estados alterados de consciência (tipo psicodélico, deliriante, ou dissociativo), bem como desfechos toxicológicos, potencial de abuso, e indução de estados tipo-abstinência após retirada. Essa estratégia interdisciplinar ampla pode produzir conhecimento com potencial de inovação e do desenvolvimento sustentável da bioeconomia das comunidades locais.