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EFEITO DO COLECALCIFEROL EM ALTAS DOSES SOBRE A DOENÇA RENAL DO DIABETES EM PACIENTES COM DM2 E DOENÇA RENAL EM ESTÁGIO INICIAL

Unidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARA
Subunidade
INSTITUTO DE CIENCIAS MEDICAS
Coordenador
KAREM MILEO FELICIO
Período
2024-11-01 a 2025-10-30
Grupo
Pesquisa

ODS vinculados

  • 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura

Resumo

A atuação da vitamina D em processos metabólicos é pesquisada desde o século 17 e foi objeto de prêmio Nobel em 1938 (BOUILLON et al., 2008). Atualmente, são conhecidos aproximadamente 41 metabólitos da vitamina D e um hormônio principal, o l,25(OH)2D, também denominado de calcitriol (Figura 1), que atua como ligante para o fator de transcrição nuclear VDR (do inglês vitamin D receptor, receptor da vitamina D), regulando a transcrição gênica e a função celular em diversos tecidos. Há evidências de que 3% do genoma humano seja regulado pela 1,25(OH)2D, além do envolvimento dessa vitamina em diversos processos celulares vitais, como: diferenciação e proliferação celular, secreção hormonal (por exemplo: insulina), assim como no sistema imune e em diversas doenças crônicas não transmissíveis (SCHUCH, et al. 2009). A exposição crônica à hiperglicemia, que é característica da doença, comumente resulta em complicações vasculares, que são as principais causas de morbidade e mortalidade no DM2 e são divididas em macrovasculares e microvasculares. As complicações macrovasculares incluem doença arterial coronariana, doenças cerebrovasculares e doença arterial periférica, enquanto as complicações microvasculares são aquelas que afetam os pequenos vasos sanguíneos e incluem a retinopatia, doença renal diabética (DRD) e neuropatia, resultante da combinação de dano endotelial direto mediado pela glicose, estresse oxidativo e produtos finais da hiperglicemia (NA, 2023). Na doença renal crônica a hipovitaminose D surge por mecanismos relacionados à baixa concentração da megalina e do citocromo P 27B1 (CYP27B1) (NAKASHIMA et al. 2016). A diminuição da megalina reduz a reabsorção da proteína ligadora da vitamina D e consequentemente a conversão da 25(OH)D3 em 1,25(OH)2D3 (SAITO et al., 1994). O declínio do CYP27B1, decorrente da proteinúria, diminui a produção de 1,25(OH)2D3 pela perda do complexo 1,25(OH)2D3 e proteína ligadora da vitamina D, ademais a captação de 25(OH)D3 diminui devido à regulação negativa dos níveis de megalina. (PILZ et al., 2011; BOUILLON et al., 2014). No Brasil, os dados sobre os níveis sanguíneos de vitamina D são escassos, descritos quase que somente em pequenos grupos de indivíduos considerados de risco, como crianças, adolescentes e idosos. Portanto, são necessários dados para avaliar possível mudança na DRD após suplementação de altas doses de vitamina D.